no momento em que me descobri grávida, agradeci. a mágica da vida acontecia ali.
21 de abril de 2012
a banda desafinou e voltou a tocar
Os últimos 30 dias foram tumultuados aqui em casa (leia-se a casa propriamente dita e a casa interna). Estava viajando a trabalho quando a babá pediu demissão. Quando tudo estava no ritmo, a banda desafinou. 1 min. depois de receber a notícia comecei a mexer os pauzinhos na busca de uma substituta. Fui rápida, e encontrei logo 3 opções. Uma maranhense emburrada, que não topei. Uma ui uma pessoa do interior, que teria que morar na minha casa, e não topou (e eu agradeci). Não consigo ter uma pessoa morando em casa, pq. não tenho quarto de empregada, só uma cama no quarto da Laura e aí, adeus privacidade. Quando já estava pensando em uma atitude mais drástica, encontrei sme querer, numa manhã dominical, um casal de amigos que me indicou uma pessoa. Curiosamente, o mesmo nome da babá que havia pedido as contas: Adriana. Sim, pq. foi só entrevistar a Adriana 2, gostar dela e tal, que a Adriana 1 voltou atrás, mas com algumas condições: não pdoeria mais ficar até às sete da noite, teria que sair às quatro da tarde. Eu não vou mencionar aqui o começo da Laura na escola, pq. coincidiu com a mesma época, e vai ficar um tanto confuso por tantas fases de adaptação no papel. Ou melhor, na tela. Bom, aí que eu não sabia mais o que fazer. Nessas horas meu ascendente em gêmeos baixa com força e eu não consigo decidir. Eu adoro a Adriana 1, mas ela pediu as contas por causa de problema de saúde com a filha. Ofereci todas as possibilidades pra ela: consulta no pediatra da Laura, faltar no trabalho para fazer exames na filha e nada ela queria, só ir embora. Um belo dia, ela me disse que estava confusa, que não sabia mais se queria deixar o trabalho. Aí me veio a sacada: antecipei as férias da Adriana 1, para ela levar a filha no médico, fazer todos os exames e cirurgia se for o caso (a filhinha dela tem uma hérnia no umbigo), e nos 30 dias de férias dela, contratei a Adriana 2 em experiência. A Adriana 2 está me agradando e muito. Ela pode dormir aqui 3 vezes por semana, o que é ideal para mim e pra Laura, quando tiver que faltar à escola por motivo de doença. Claro que não foi fácil no começo. Os primeiros 10 dias dela aqui, que coincidiram com a adaptação escolar da Laura, foram punk! A Laura olhava pra ela e berrava mamãnheeeeeee! A pobre moça mal conseguia falar oi pra pequena. Eu ia trabalhar com o coração angustiado. Deixei ela na casa da minha mãe na primeira semana, com a Laura, pra ficar um pouco mais tranquila. Na hora do almoço eu passava lá voando, pegava a Laura e a Adriana 2, deixava a babá em casa, segui para a escola, deixava a Laura berrando no colo da professora e seguia pro trabalho, com o coração nervoso. Voltava pra casa no fim do dia, com a Laura nos braços, e bastava entrar em casa que a cena se repetia: berros, choro, manhêêê! Como sou muito ansiosa e imediatista, eu achava que a Adriana 2 não ia dar certo com a Laura e só pensava na Adriana 1, que voltasse logo das férias. Dormi mal algumas noites. Almocei rápido muitos dias. Emagreci. E o tempo passou. A Laura esta mais adaptada a tantas mudanças no seu mundo. Já não chora mais quando chega na escola. Me dá um beijo e fica feliz com a turminha e as professoras. Na saída, dá tchau para todos, até para o pipoqueiro. Com a Adriana 2, já está encontrando suas afinidades. Brincam de esconde esconde no quarto e a Laura berra: Adriaanaaaaaaaaaaaa quando a procura. E eu sinto que novamente colocaram uma bela parceira na minha vida, assim definida por ela mesma, a babá 2. Hoje meu coração está sentido, pois é quase certo que terei que dispensar a Adriana 1, na volta das férias, e isso me incomoda um pouco, pq. sei que ela tem seu mérito. Mas foi ela que pediu demissão, ficou confusa, voltou atrás e mudou o ritmo da banda. Por aqui estamos de novo começando uma nova sinfonia e estou certa de que ela começara a sua também. Estou aprendendo a não pesar tanto as decisões com minhas emoções, que ñão são poucas.
8 de fevereiro de 2012
blogagem coletiva - o nascimento da mãe barriga
Eu já havia tentado outras vezes, mas não estava dando certo. Nada funcionava. Eu fazia tudo como devia, como me orientavam, seguia os conselhos, palpites das pessoas mais experientes no assunto, lia muito, pesquisava, fuçava, mas não tinha jeito.
Eu criava os blogs e eles não vingavam, não se desenvolviam. Pouco tempo depois que eles nasciam, eu perdia o interesse, deixava de postar, os abandonava. Coisa de mãe desnaturada. Mas é que faltava um vínculo mais forte, um laço emocional, e legítimo. Algo que dissesse respeito só a mim e me conferisse toda a liberdade do mundo pra escrever o que eu bem entendesse, mas de forma muito intensa e genuina.
E então eu engravidei. Uma gravidez surpresa! Mas muito desejada. Pré-desejada, se é que me entendem. Bom, e é claro que a partir do momento em que eu soube da notícia, minha cabeça se encheu mais ainda de pensamentos. Desordenados, angustiados, felizes e trágicos, que iam e vinham, se multiplicavam e não saiam de lá. Eu precisava desabafar. Mas era um desabafar comigo mesma, pra mim mesma. Era um desabafo monólogo. Eu precisava colocar tudo aquilo que eu estava sentindo pra fora, até pra ver se eu entendia o que estava sentindo.
E assim nasceu o mãe barriga, o terceiro filho da minha vida bloguiana, o filho que vingou. Mãe barriga, porque quando eu criei o blog, minha maternidade estava toda centrada na barriga. A barriga era a mãe, até então. Porque uma barriga grávida é sim uma mãe. Uma mãezona que abriga com toda proteção, segurança e conforto uma vidinha que está se formando. A barriga, que tanto nos assusta quando está fora de forma, fazendo com que a gente a esconda do mundo, de repente vira um sorriso, o ponto principal, o maior orgulho. E minha barriga de grávida era linda demais. Como uma mãe deve ser.
E hoje o mãe barriga é o lugar onde eu coloco as emoções de ser mãe. Os conflitos, as dúvidas, as alegrias. É onde eu encontro outras mães, e onde somos todas iguais. É onde eu acompanho o desenvolvimento de crianças que eu nem conheço pessoalmente, mas as adoro. São os amiguinhos ilustres de blog da minha filha, Laura.
O mãe barriga virou também uma persona, por meio da qual eu navego sem medo nas redes sociais. Virou minha persona materna. Aquele papel mais verdadeiro que me representa.
Longa vida pra você, mãe barriga!
Eu criava os blogs e eles não vingavam, não se desenvolviam. Pouco tempo depois que eles nasciam, eu perdia o interesse, deixava de postar, os abandonava. Coisa de mãe desnaturada. Mas é que faltava um vínculo mais forte, um laço emocional, e legítimo. Algo que dissesse respeito só a mim e me conferisse toda a liberdade do mundo pra escrever o que eu bem entendesse, mas de forma muito intensa e genuina.
E então eu engravidei. Uma gravidez surpresa! Mas muito desejada. Pré-desejada, se é que me entendem. Bom, e é claro que a partir do momento em que eu soube da notícia, minha cabeça se encheu mais ainda de pensamentos. Desordenados, angustiados, felizes e trágicos, que iam e vinham, se multiplicavam e não saiam de lá. Eu precisava desabafar. Mas era um desabafar comigo mesma, pra mim mesma. Era um desabafo monólogo. Eu precisava colocar tudo aquilo que eu estava sentindo pra fora, até pra ver se eu entendia o que estava sentindo.
E assim nasceu o mãe barriga, o terceiro filho da minha vida bloguiana, o filho que vingou. Mãe barriga, porque quando eu criei o blog, minha maternidade estava toda centrada na barriga. A barriga era a mãe, até então. Porque uma barriga grávida é sim uma mãe. Uma mãezona que abriga com toda proteção, segurança e conforto uma vidinha que está se formando. A barriga, que tanto nos assusta quando está fora de forma, fazendo com que a gente a esconda do mundo, de repente vira um sorriso, o ponto principal, o maior orgulho. E minha barriga de grávida era linda demais. Como uma mãe deve ser.
E hoje o mãe barriga é o lugar onde eu coloco as emoções de ser mãe. Os conflitos, as dúvidas, as alegrias. É onde eu encontro outras mães, e onde somos todas iguais. É onde eu acompanho o desenvolvimento de crianças que eu nem conheço pessoalmente, mas as adoro. São os amiguinhos ilustres de blog da minha filha, Laura.
O mãe barriga virou também uma persona, por meio da qual eu navego sem medo nas redes sociais. Virou minha persona materna. Aquele papel mais verdadeiro que me representa.
Longa vida pra você, mãe barriga!
17 de outubro de 2011
1 ano e 2 meses. 1 filha ou 2? Dilemas...
Que coisa mais gostosa é uma criança de 1 ano e 2 meses! Sim, pq. já não se trata mais de um bebê. Ou bebês sentam-se na cadeirinha da lanchonete e comem hamburguer com batata frita? Acho que não. E esta é a atual fase da Laura: descobrindo e experimentando tudo.
Hoje ela está completando 1 ano e 2 meses. Começou a andar há 1 mês, e que progresso desde então! Ontem, arriscou dar umas corridinhas. Faz tempo que já abaixa sem apoio para pegar as coisas do chão.
Imita tudo o que o priminho de 2 anos faz. Até a chupeta - que ela nunca gostou - roubou dele e pôs na boca.
Mais do que mama e papá, ela tem repetido tudo o que ouve: va taba (vai trabalhar), bubu (bumbum), pessssssi (peixe), apis (lápis), nana (banana e nanar) e por aí vai.
Vê fotos dos familiares ou de bebês e exclama um gritinho delicioso.
Come frutas inteiras, com a mão, sozinha. Aprendeu a segurar a mamadeira - de maneira imposta - mas aprendeu. E já não erra tanto a colher na boca (embora se suje inteira).
Minha filha tão pequena já é uma companheirona: vamos a museus, ao parque do Ibirapuera, tomar um café, à feira... E ela é solta, conversa com todo mundo.
Eu estava olhando umas fotos dela com 8, 9 meses e percebi o quanto mudou. A começar pelo cabelo, que em poucos meses virou uma juba! E a carinha de bebê, que ela está perdendo, dando lugar a um rostinho de menina sapeca, levada e esperta, que faz charme quando percebe que está agradando. Sem falar o quanto ela emagreceu: nem dá mais para chamar de gorda, como eu fazia.
Dizem que quando o bebê completa 1 ano, vem a vontade de ter o segundo. E veio mesmo. Mas foi embora logo, pq. eu quero curtir ao máximo a companhia da Laureta, não tendo que dividir a atenção, por enquanto, com um irmão ou irmã.
Tenho pensado muito sobre isso, o momento de ter o segundo (e se quero ter o segundo). Pela Laura, eu quero, pq. sei como é importante ter irmãos. Mas vai mudar minha relação com ela, no momento em que outro bebê tomar parte do meu tempo e atenção. Penso que mães de filhos únicos são mais cúmplices com seus filhos. Não sei se estou certa. Ao mesmo tempo, costumam dizer que filhos únicos são mimados demais, e um irmão com pouca diferença de idade significa um amigo pra vida toda.
A culpa materna deve multiplicar-se pelo número de filhos, não? Vem o segundo e a mãe se culpa quando não consegue dar atenção ao primeiro...
E é claro que a questão financeira também pesa na decisão. Pesa, mas não assusta, nem impede. Se não der pra mudar para um apartamento maior, Laura dividirá o quarto e o banheiro quando for a hora.
Enfim, encontro-me atualmente neste dilema, quando eu deveria estar muito mais focada na retomada da minha carreira. Fazer o quê, né? Se algum trabalho tivesse até hoje me realizado tanto quanto a maternidade...puff!
Hoje ela está completando 1 ano e 2 meses. Começou a andar há 1 mês, e que progresso desde então! Ontem, arriscou dar umas corridinhas. Faz tempo que já abaixa sem apoio para pegar as coisas do chão.
Imita tudo o que o priminho de 2 anos faz. Até a chupeta - que ela nunca gostou - roubou dele e pôs na boca.
Mais do que mama e papá, ela tem repetido tudo o que ouve: va taba (vai trabalhar), bubu (bumbum), pessssssi (peixe), apis (lápis), nana (banana e nanar) e por aí vai.
Vê fotos dos familiares ou de bebês e exclama um gritinho delicioso.
Come frutas inteiras, com a mão, sozinha. Aprendeu a segurar a mamadeira - de maneira imposta - mas aprendeu. E já não erra tanto a colher na boca (embora se suje inteira).
Minha filha tão pequena já é uma companheirona: vamos a museus, ao parque do Ibirapuera, tomar um café, à feira... E ela é solta, conversa com todo mundo.
Eu estava olhando umas fotos dela com 8, 9 meses e percebi o quanto mudou. A começar pelo cabelo, que em poucos meses virou uma juba! E a carinha de bebê, que ela está perdendo, dando lugar a um rostinho de menina sapeca, levada e esperta, que faz charme quando percebe que está agradando. Sem falar o quanto ela emagreceu: nem dá mais para chamar de gorda, como eu fazia.
Dizem que quando o bebê completa 1 ano, vem a vontade de ter o segundo. E veio mesmo. Mas foi embora logo, pq. eu quero curtir ao máximo a companhia da Laureta, não tendo que dividir a atenção, por enquanto, com um irmão ou irmã.
Tenho pensado muito sobre isso, o momento de ter o segundo (e se quero ter o segundo). Pela Laura, eu quero, pq. sei como é importante ter irmãos. Mas vai mudar minha relação com ela, no momento em que outro bebê tomar parte do meu tempo e atenção. Penso que mães de filhos únicos são mais cúmplices com seus filhos. Não sei se estou certa. Ao mesmo tempo, costumam dizer que filhos únicos são mimados demais, e um irmão com pouca diferença de idade significa um amigo pra vida toda.
A culpa materna deve multiplicar-se pelo número de filhos, não? Vem o segundo e a mãe se culpa quando não consegue dar atenção ao primeiro...
E é claro que a questão financeira também pesa na decisão. Pesa, mas não assusta, nem impede. Se não der pra mudar para um apartamento maior, Laura dividirá o quarto e o banheiro quando for a hora.
Enfim, encontro-me atualmente neste dilema, quando eu deveria estar muito mais focada na retomada da minha carreira. Fazer o quê, né? Se algum trabalho tivesse até hoje me realizado tanto quanto a maternidade...puff!
13 de outubro de 2011
nós NÃO vamos dominar o mundo!
Assisti a um documentário sobre comportamento de mães e bebês e percebi como nós, mães, queremos ter o controle de todas as situações e muitas vezes não permitimos que os bebês explorem toda a sua criatividade e ousadia. Em muitas cenas, esta vontade de controle ficava evidente e até dificultava um entendimento melhor entre mãe e filho, já que a primeira estava muito mais focada em dizer NÃO do que em observar e perceber o que o filho queria.
Venho sendo mais flexível neste ponto. Por exemplo, não uso o NÃO a todo momento, pq. senão perde a força, banaliza. Se a Laura quer tirar todos os DVDs da estante, eu aproveito para observar o que tanto a fascina nesse objeto. No começo, eu ficava neurótica, falando NÃO, NÃO, NÃO. Aí fui percebendo que tantos nãos poderiam deixar a Laura com medo de experimentar, de arriscar. E então comecei a experimentar junto com ela, e hoje eu monto pilhas de DVDs e ela derruba todos. Como até agora o foco está somente na estante de DVDs, tá dando pra levar dessa forma. O mais curioso é que depois que deixei ela brincar com eles, a vontade até diminuiu. E ela entende bem o valor do NÃO, pq. quando quer colocar o dedo na tomada, sempre me olha antes, como quem pergunta: posso? E aí sim, eu falo aquele NÃO, e ela não coloca o dedo.
Outro momento que o documentário mostrou foi a hora das refeições. E neste quesito, acho que também falhamos algumas vezes. É impressionante como queremos controlar como os bebês comem, o quanto comem, o que comem. Claro, não vamos deixar um bebê de 1 ano fazer a farra na dispensa, mas também ficar insistindo nas colheiradas quando ele mostra que não tá mais a fim, não acho certo. Depois que participei do workshop Do peito à panela, sobre como introduzir alimentos ao bebê, mudei muito minha atitude. Primeiro, pq. eu morria de medo que a Laura passasse fome e ficava sempre neurótica com os horários das refeições e pensando no que dar pra ela o dia inteiro. Rs. Estou muito mais relaxada neste ponto, procurando perceber muito mais como está o apetite e a fome dela naquele dia, do que em seguir uma rigorosa planilha de refeições. Diminui as quantidades e meu medo de que ela pudesse berrar de fome sumiu! Isto pq. ela teve um episódio de vômitos na semana passada e ficou dois dias inteiros sem tomar leite, e só na base dos líquidos e batata cozida, aos pouquinhos. Gente, e não é que ela dormiu à noite inteira e não esboçou qq reação de fome???
Também perdi um pouco o medo dos engasgos. Isto pq. vi alguns vídeos no workshop sobre bebês de meses comendo frutas sozinhos, mordendo pedaços enormes e se virando para engolir. Eles são muito instintivos: se está difícil de engolir, eles cospem fora. E ponto final. No dia do workshop, a Laura roubou a pera de um dos bebês e começou a comer sozinha, no meio da roda. Meu instinto foi logo de falar NÃO. Mas respeirei fundo e fiquei observando. Afinal, estávamos falando justamente sobre isto, sobre deixar a criança experimentar os alimentos, ter uma postura mais ativa na hora das refeições e não passiva, apenas recebendo as colheiradas. Bom, e aí a mocinha comeu toda apera, inteira, sem cortar em pedaços, deixando apenas o cabinho como lembrança. E eu me senti super segura, parecia que eu tinha o aval de toda a roda de mães, naquele momento.
O mais legal é que naquele dia havia um equipe de filmagem gravando as cenas para uma campanha do Ministério da Saúde, sobre como fazer seu filho comer coisas saudáveis, e a equipe se encantou com a Laura comendo pera, cenoura e abobrinha, tudo inteiro, com a mão, e muito bem. Eles disseram que ela era a melhor atriz naquele dia. Orgulho da mãe. E feliz por estar conseguindo ser mais flexível e relaxada.
Venho sendo mais flexível neste ponto. Por exemplo, não uso o NÃO a todo momento, pq. senão perde a força, banaliza. Se a Laura quer tirar todos os DVDs da estante, eu aproveito para observar o que tanto a fascina nesse objeto. No começo, eu ficava neurótica, falando NÃO, NÃO, NÃO. Aí fui percebendo que tantos nãos poderiam deixar a Laura com medo de experimentar, de arriscar. E então comecei a experimentar junto com ela, e hoje eu monto pilhas de DVDs e ela derruba todos. Como até agora o foco está somente na estante de DVDs, tá dando pra levar dessa forma. O mais curioso é que depois que deixei ela brincar com eles, a vontade até diminuiu. E ela entende bem o valor do NÃO, pq. quando quer colocar o dedo na tomada, sempre me olha antes, como quem pergunta: posso? E aí sim, eu falo aquele NÃO, e ela não coloca o dedo.
Outro momento que o documentário mostrou foi a hora das refeições. E neste quesito, acho que também falhamos algumas vezes. É impressionante como queremos controlar como os bebês comem, o quanto comem, o que comem. Claro, não vamos deixar um bebê de 1 ano fazer a farra na dispensa, mas também ficar insistindo nas colheiradas quando ele mostra que não tá mais a fim, não acho certo. Depois que participei do workshop Do peito à panela, sobre como introduzir alimentos ao bebê, mudei muito minha atitude. Primeiro, pq. eu morria de medo que a Laura passasse fome e ficava sempre neurótica com os horários das refeições e pensando no que dar pra ela o dia inteiro. Rs. Estou muito mais relaxada neste ponto, procurando perceber muito mais como está o apetite e a fome dela naquele dia, do que em seguir uma rigorosa planilha de refeições. Diminui as quantidades e meu medo de que ela pudesse berrar de fome sumiu! Isto pq. ela teve um episódio de vômitos na semana passada e ficou dois dias inteiros sem tomar leite, e só na base dos líquidos e batata cozida, aos pouquinhos. Gente, e não é que ela dormiu à noite inteira e não esboçou qq reação de fome???
Também perdi um pouco o medo dos engasgos. Isto pq. vi alguns vídeos no workshop sobre bebês de meses comendo frutas sozinhos, mordendo pedaços enormes e se virando para engolir. Eles são muito instintivos: se está difícil de engolir, eles cospem fora. E ponto final. No dia do workshop, a Laura roubou a pera de um dos bebês e começou a comer sozinha, no meio da roda. Meu instinto foi logo de falar NÃO. Mas respeirei fundo e fiquei observando. Afinal, estávamos falando justamente sobre isto, sobre deixar a criança experimentar os alimentos, ter uma postura mais ativa na hora das refeições e não passiva, apenas recebendo as colheiradas. Bom, e aí a mocinha comeu toda apera, inteira, sem cortar em pedaços, deixando apenas o cabinho como lembrança. E eu me senti super segura, parecia que eu tinha o aval de toda a roda de mães, naquele momento.
O mais legal é que naquele dia havia um equipe de filmagem gravando as cenas para uma campanha do Ministério da Saúde, sobre como fazer seu filho comer coisas saudáveis, e a equipe se encantou com a Laura comendo pera, cenoura e abobrinha, tudo inteiro, com a mão, e muito bem. Eles disseram que ela era a melhor atriz naquele dia. Orgulho da mãe. E feliz por estar conseguindo ser mais flexível e relaxada.
21 de setembro de 2011
caminhando e cantando...
A Laura está andando. E este é um marco que quero registrar aqui, pois acho uma conquista linda. Sem falar q daqui a alguns anos vão me perguntar como foi e eu não vou lembrar...
Bem, a Laura começou a ficar em pé antes de engatinhar. Indo pela ordem certa, primeiro ela aprendeu a sentar (lógico né?). Mas ela fazia isto de um jeito muito fofo: se colocava naquela posição do cachorro se espreguiçando, da yoga, com braços e pernas totalmente esticados, apoiados no chão, e bumbum pra cima. Ela devia ter entre 6 e 7 meses. Aí ela dava um impulso com as mãos, e caía sentada pra trás. Era uma graça de ver.
Eu não lembro muito bem como é que ela passou a se levantar (pq. a gente esquece essas coisas?), mas acho que foi se apoiando nas grades do berço, quando ela já estava sentando firmemente (7, 8 meses). Num dos primeiros dias em que ela se levantou, eu estava dormindo no quarto dela, ela acordou antes de mim, ficou em pé, com as mãozinhas na grade, só me observando. Quando eu acordei, abri os olhos, e vi aquele tiquinho de gente em pé, só as pontinhas dos dedos e o topo da cabeça na altura da grade, me apreciando com tanta admiração, quase morri! Pra ela aquilo era mágico, e pra mim também foi.
Já o engatinhar demorou um pouco. Ela começou se arrastando, mais ou mesmo na mesma época, perto dos 7, 8 meses. Lembro que parecia que ela estava patinando no chão, e até engatinhar bem mesmo, levou tempo. Acho que foi só lá pelos 9, 10 meses. Esse processo foi o mais longo. Lembro bem que ela preferia ficar em pé, parada, se apoiando em algum móvel, a engatinhar. Acho que as coxinhas gordas atrapalhavam. Já o aprendizado do andar eu acompanhei com muita atenção. Comecei a segurá-la para andar lá pelos 10 meses e meio, mas ela não sabia muito bem como dar um passo de cada vez, como impulsionar a perna pra frente. Com 11 meses, ela já estava dando passos bem rápidos, mas ainda segurando as duas mãos nas minhas. No aniversário de um ano, ela ganhou um andador desses de empurrar e acho que ajudou. Logo de primeira ela se apoiou e saiu andando, sem medo! E aos poucos, foi soltando uma mão, ao andar comigo pela casa. Aí ela se esqueceu do andador e passou a empurrar o carrinho de passeio (funciona muito bem!). Com 1 ano e 10 dias, mais ou menos, ela deu os primeiros passinhos sem apoio. Foram uns 3 passos e a maior felicidade em casa! Mas isto ainda era raro de acontecer, pq. ela se sentia bem insegura, e preferia andar se apoiando nas paredes e nos moveis. Esta foi aquela fase mais cansativa pra mim, pq. eu tinha q ficar andando junto, o tempo todo. Aí, aos poucos, ela foi ganhando mais firmeza, alternando andar e engatinhar (o que ela faz perfeitamente agora!), e eu pude começar a deixa-la sozinha, só observando.
Depois disso, ela começou a treinar seu equilibrio, flexionando as pernas pra baixo e logo em seguida esticando e permanecendo em pé pelo máximo de segundos que conseguia. Parecia que estava fazendo yoga! Eu me via nela, quando comecei a fazer yoga e a aprender a fixar o corpo na nossa base, que são os pés, mantendo o equilíbrio (não é fácil!). Bom ela ficou uns 2 dias fazendo este exercício, até que no terceiro dia, ela deu muitos passos sozinha! E isso foi no começo desta semana. desde então ela vem progredindo bem, e hoje ela andou quase 10 passos. O mais fofo é que assim que ela chega num móvel e se apoia, cai na risada de satisfação! E hoje ela se desequilibrou bem em cima da quina do rack (de onde ela arrancou o protetor), caiu com a bochecha nele, mas não foi nada grave, só ficou bem roxo. Sorte que suas bochechas são enormes e amorteceram bem!
Bem, a Laura começou a ficar em pé antes de engatinhar. Indo pela ordem certa, primeiro ela aprendeu a sentar (lógico né?). Mas ela fazia isto de um jeito muito fofo: se colocava naquela posição do cachorro se espreguiçando, da yoga, com braços e pernas totalmente esticados, apoiados no chão, e bumbum pra cima. Ela devia ter entre 6 e 7 meses. Aí ela dava um impulso com as mãos, e caía sentada pra trás. Era uma graça de ver.
Eu não lembro muito bem como é que ela passou a se levantar (pq. a gente esquece essas coisas?), mas acho que foi se apoiando nas grades do berço, quando ela já estava sentando firmemente (7, 8 meses). Num dos primeiros dias em que ela se levantou, eu estava dormindo no quarto dela, ela acordou antes de mim, ficou em pé, com as mãozinhas na grade, só me observando. Quando eu acordei, abri os olhos, e vi aquele tiquinho de gente em pé, só as pontinhas dos dedos e o topo da cabeça na altura da grade, me apreciando com tanta admiração, quase morri! Pra ela aquilo era mágico, e pra mim também foi.
Já o engatinhar demorou um pouco. Ela começou se arrastando, mais ou mesmo na mesma época, perto dos 7, 8 meses. Lembro que parecia que ela estava patinando no chão, e até engatinhar bem mesmo, levou tempo. Acho que foi só lá pelos 9, 10 meses. Esse processo foi o mais longo. Lembro bem que ela preferia ficar em pé, parada, se apoiando em algum móvel, a engatinhar. Acho que as coxinhas gordas atrapalhavam. Já o aprendizado do andar eu acompanhei com muita atenção. Comecei a segurá-la para andar lá pelos 10 meses e meio, mas ela não sabia muito bem como dar um passo de cada vez, como impulsionar a perna pra frente. Com 11 meses, ela já estava dando passos bem rápidos, mas ainda segurando as duas mãos nas minhas. No aniversário de um ano, ela ganhou um andador desses de empurrar e acho que ajudou. Logo de primeira ela se apoiou e saiu andando, sem medo! E aos poucos, foi soltando uma mão, ao andar comigo pela casa. Aí ela se esqueceu do andador e passou a empurrar o carrinho de passeio (funciona muito bem!). Com 1 ano e 10 dias, mais ou menos, ela deu os primeiros passinhos sem apoio. Foram uns 3 passos e a maior felicidade em casa! Mas isto ainda era raro de acontecer, pq. ela se sentia bem insegura, e preferia andar se apoiando nas paredes e nos moveis. Esta foi aquela fase mais cansativa pra mim, pq. eu tinha q ficar andando junto, o tempo todo. Aí, aos poucos, ela foi ganhando mais firmeza, alternando andar e engatinhar (o que ela faz perfeitamente agora!), e eu pude começar a deixa-la sozinha, só observando.
Depois disso, ela começou a treinar seu equilibrio, flexionando as pernas pra baixo e logo em seguida esticando e permanecendo em pé pelo máximo de segundos que conseguia. Parecia que estava fazendo yoga! Eu me via nela, quando comecei a fazer yoga e a aprender a fixar o corpo na nossa base, que são os pés, mantendo o equilíbrio (não é fácil!). Bom ela ficou uns 2 dias fazendo este exercício, até que no terceiro dia, ela deu muitos passos sozinha! E isso foi no começo desta semana. desde então ela vem progredindo bem, e hoje ela andou quase 10 passos. O mais fofo é que assim que ela chega num móvel e se apoia, cai na risada de satisfação! E hoje ela se desequilibrou bem em cima da quina do rack (de onde ela arrancou o protetor), caiu com a bochecha nele, mas não foi nada grave, só ficou bem roxo. Sorte que suas bochechas são enormes e amorteceram bem!
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