Que coisa mais gostosa é uma criança de 1 ano e 2 meses! Sim, pq. já não se trata mais de um bebê. Ou bebês sentam-se na cadeirinha da lanchonete e comem hamburguer com batata frita? Acho que não. E esta é a atual fase da Laura: descobrindo e experimentando tudo.
Hoje ela está completando 1 ano e 2 meses. Começou a andar há 1 mês, e que progresso desde então! Ontem, arriscou dar umas corridinhas. Faz tempo que já abaixa sem apoio para pegar as coisas do chão.
Imita tudo o que o priminho de 2 anos faz. Até a chupeta - que ela nunca gostou - roubou dele e pôs na boca.
Mais do que mama e papá, ela tem repetido tudo o que ouve: va taba (vai trabalhar), bubu (bumbum), pessssssi (peixe), apis (lápis), nana (banana e nanar) e por aí vai.
Vê fotos dos familiares ou de bebês e exclama um gritinho delicioso.
Come frutas inteiras, com a mão, sozinha. Aprendeu a segurar a mamadeira - de maneira imposta - mas aprendeu. E já não erra tanto a colher na boca (embora se suje inteira).
Minha filha tão pequena já é uma companheirona: vamos a museus, ao parque do Ibirapuera, tomar um café, à feira... E ela é solta, conversa com todo mundo.
Eu estava olhando umas fotos dela com 8, 9 meses e percebi o quanto mudou. A começar pelo cabelo, que em poucos meses virou uma juba! E a carinha de bebê, que ela está perdendo, dando lugar a um rostinho de menina sapeca, levada e esperta, que faz charme quando percebe que está agradando. Sem falar o quanto ela emagreceu: nem dá mais para chamar de gorda, como eu fazia.
Dizem que quando o bebê completa 1 ano, vem a vontade de ter o segundo. E veio mesmo. Mas foi embora logo, pq. eu quero curtir ao máximo a companhia da Laureta, não tendo que dividir a atenção, por enquanto, com um irmão ou irmã.
Tenho pensado muito sobre isso, o momento de ter o segundo (e se quero ter o segundo). Pela Laura, eu quero, pq. sei como é importante ter irmãos. Mas vai mudar minha relação com ela, no momento em que outro bebê tomar parte do meu tempo e atenção. Penso que mães de filhos únicos são mais cúmplices com seus filhos. Não sei se estou certa. Ao mesmo tempo, costumam dizer que filhos únicos são mimados demais, e um irmão com pouca diferença de idade significa um amigo pra vida toda.
A culpa materna deve multiplicar-se pelo número de filhos, não? Vem o segundo e a mãe se culpa quando não consegue dar atenção ao primeiro...
E é claro que a questão financeira também pesa na decisão. Pesa, mas não assusta, nem impede. Se não der pra mudar para um apartamento maior, Laura dividirá o quarto e o banheiro quando for a hora.
Enfim, encontro-me atualmente neste dilema, quando eu deveria estar muito mais focada na retomada da minha carreira. Fazer o quê, né? Se algum trabalho tivesse até hoje me realizado tanto quanto a maternidade...puff!
no momento em que me descobri grávida, agradeci. a mágica da vida acontecia ali.
17 de outubro de 2011
13 de outubro de 2011
nós NÃO vamos dominar o mundo!
Assisti a um documentário sobre comportamento de mães e bebês e percebi como nós, mães, queremos ter o controle de todas as situações e muitas vezes não permitimos que os bebês explorem toda a sua criatividade e ousadia. Em muitas cenas, esta vontade de controle ficava evidente e até dificultava um entendimento melhor entre mãe e filho, já que a primeira estava muito mais focada em dizer NÃO do que em observar e perceber o que o filho queria.
Venho sendo mais flexível neste ponto. Por exemplo, não uso o NÃO a todo momento, pq. senão perde a força, banaliza. Se a Laura quer tirar todos os DVDs da estante, eu aproveito para observar o que tanto a fascina nesse objeto. No começo, eu ficava neurótica, falando NÃO, NÃO, NÃO. Aí fui percebendo que tantos nãos poderiam deixar a Laura com medo de experimentar, de arriscar. E então comecei a experimentar junto com ela, e hoje eu monto pilhas de DVDs e ela derruba todos. Como até agora o foco está somente na estante de DVDs, tá dando pra levar dessa forma. O mais curioso é que depois que deixei ela brincar com eles, a vontade até diminuiu. E ela entende bem o valor do NÃO, pq. quando quer colocar o dedo na tomada, sempre me olha antes, como quem pergunta: posso? E aí sim, eu falo aquele NÃO, e ela não coloca o dedo.
Outro momento que o documentário mostrou foi a hora das refeições. E neste quesito, acho que também falhamos algumas vezes. É impressionante como queremos controlar como os bebês comem, o quanto comem, o que comem. Claro, não vamos deixar um bebê de 1 ano fazer a farra na dispensa, mas também ficar insistindo nas colheiradas quando ele mostra que não tá mais a fim, não acho certo. Depois que participei do workshop Do peito à panela, sobre como introduzir alimentos ao bebê, mudei muito minha atitude. Primeiro, pq. eu morria de medo que a Laura passasse fome e ficava sempre neurótica com os horários das refeições e pensando no que dar pra ela o dia inteiro. Rs. Estou muito mais relaxada neste ponto, procurando perceber muito mais como está o apetite e a fome dela naquele dia, do que em seguir uma rigorosa planilha de refeições. Diminui as quantidades e meu medo de que ela pudesse berrar de fome sumiu! Isto pq. ela teve um episódio de vômitos na semana passada e ficou dois dias inteiros sem tomar leite, e só na base dos líquidos e batata cozida, aos pouquinhos. Gente, e não é que ela dormiu à noite inteira e não esboçou qq reação de fome???
Também perdi um pouco o medo dos engasgos. Isto pq. vi alguns vídeos no workshop sobre bebês de meses comendo frutas sozinhos, mordendo pedaços enormes e se virando para engolir. Eles são muito instintivos: se está difícil de engolir, eles cospem fora. E ponto final. No dia do workshop, a Laura roubou a pera de um dos bebês e começou a comer sozinha, no meio da roda. Meu instinto foi logo de falar NÃO. Mas respeirei fundo e fiquei observando. Afinal, estávamos falando justamente sobre isto, sobre deixar a criança experimentar os alimentos, ter uma postura mais ativa na hora das refeições e não passiva, apenas recebendo as colheiradas. Bom, e aí a mocinha comeu toda apera, inteira, sem cortar em pedaços, deixando apenas o cabinho como lembrança. E eu me senti super segura, parecia que eu tinha o aval de toda a roda de mães, naquele momento.
O mais legal é que naquele dia havia um equipe de filmagem gravando as cenas para uma campanha do Ministério da Saúde, sobre como fazer seu filho comer coisas saudáveis, e a equipe se encantou com a Laura comendo pera, cenoura e abobrinha, tudo inteiro, com a mão, e muito bem. Eles disseram que ela era a melhor atriz naquele dia. Orgulho da mãe. E feliz por estar conseguindo ser mais flexível e relaxada.
Venho sendo mais flexível neste ponto. Por exemplo, não uso o NÃO a todo momento, pq. senão perde a força, banaliza. Se a Laura quer tirar todos os DVDs da estante, eu aproveito para observar o que tanto a fascina nesse objeto. No começo, eu ficava neurótica, falando NÃO, NÃO, NÃO. Aí fui percebendo que tantos nãos poderiam deixar a Laura com medo de experimentar, de arriscar. E então comecei a experimentar junto com ela, e hoje eu monto pilhas de DVDs e ela derruba todos. Como até agora o foco está somente na estante de DVDs, tá dando pra levar dessa forma. O mais curioso é que depois que deixei ela brincar com eles, a vontade até diminuiu. E ela entende bem o valor do NÃO, pq. quando quer colocar o dedo na tomada, sempre me olha antes, como quem pergunta: posso? E aí sim, eu falo aquele NÃO, e ela não coloca o dedo.
Outro momento que o documentário mostrou foi a hora das refeições. E neste quesito, acho que também falhamos algumas vezes. É impressionante como queremos controlar como os bebês comem, o quanto comem, o que comem. Claro, não vamos deixar um bebê de 1 ano fazer a farra na dispensa, mas também ficar insistindo nas colheiradas quando ele mostra que não tá mais a fim, não acho certo. Depois que participei do workshop Do peito à panela, sobre como introduzir alimentos ao bebê, mudei muito minha atitude. Primeiro, pq. eu morria de medo que a Laura passasse fome e ficava sempre neurótica com os horários das refeições e pensando no que dar pra ela o dia inteiro. Rs. Estou muito mais relaxada neste ponto, procurando perceber muito mais como está o apetite e a fome dela naquele dia, do que em seguir uma rigorosa planilha de refeições. Diminui as quantidades e meu medo de que ela pudesse berrar de fome sumiu! Isto pq. ela teve um episódio de vômitos na semana passada e ficou dois dias inteiros sem tomar leite, e só na base dos líquidos e batata cozida, aos pouquinhos. Gente, e não é que ela dormiu à noite inteira e não esboçou qq reação de fome???
Também perdi um pouco o medo dos engasgos. Isto pq. vi alguns vídeos no workshop sobre bebês de meses comendo frutas sozinhos, mordendo pedaços enormes e se virando para engolir. Eles são muito instintivos: se está difícil de engolir, eles cospem fora. E ponto final. No dia do workshop, a Laura roubou a pera de um dos bebês e começou a comer sozinha, no meio da roda. Meu instinto foi logo de falar NÃO. Mas respeirei fundo e fiquei observando. Afinal, estávamos falando justamente sobre isto, sobre deixar a criança experimentar os alimentos, ter uma postura mais ativa na hora das refeições e não passiva, apenas recebendo as colheiradas. Bom, e aí a mocinha comeu toda apera, inteira, sem cortar em pedaços, deixando apenas o cabinho como lembrança. E eu me senti super segura, parecia que eu tinha o aval de toda a roda de mães, naquele momento.
O mais legal é que naquele dia havia um equipe de filmagem gravando as cenas para uma campanha do Ministério da Saúde, sobre como fazer seu filho comer coisas saudáveis, e a equipe se encantou com a Laura comendo pera, cenoura e abobrinha, tudo inteiro, com a mão, e muito bem. Eles disseram que ela era a melhor atriz naquele dia. Orgulho da mãe. E feliz por estar conseguindo ser mais flexível e relaxada.
21 de setembro de 2011
caminhando e cantando...
A Laura está andando. E este é um marco que quero registrar aqui, pois acho uma conquista linda. Sem falar q daqui a alguns anos vão me perguntar como foi e eu não vou lembrar...
Bem, a Laura começou a ficar em pé antes de engatinhar. Indo pela ordem certa, primeiro ela aprendeu a sentar (lógico né?). Mas ela fazia isto de um jeito muito fofo: se colocava naquela posição do cachorro se espreguiçando, da yoga, com braços e pernas totalmente esticados, apoiados no chão, e bumbum pra cima. Ela devia ter entre 6 e 7 meses. Aí ela dava um impulso com as mãos, e caía sentada pra trás. Era uma graça de ver.
Eu não lembro muito bem como é que ela passou a se levantar (pq. a gente esquece essas coisas?), mas acho que foi se apoiando nas grades do berço, quando ela já estava sentando firmemente (7, 8 meses). Num dos primeiros dias em que ela se levantou, eu estava dormindo no quarto dela, ela acordou antes de mim, ficou em pé, com as mãozinhas na grade, só me observando. Quando eu acordei, abri os olhos, e vi aquele tiquinho de gente em pé, só as pontinhas dos dedos e o topo da cabeça na altura da grade, me apreciando com tanta admiração, quase morri! Pra ela aquilo era mágico, e pra mim também foi.
Já o engatinhar demorou um pouco. Ela começou se arrastando, mais ou mesmo na mesma época, perto dos 7, 8 meses. Lembro que parecia que ela estava patinando no chão, e até engatinhar bem mesmo, levou tempo. Acho que foi só lá pelos 9, 10 meses. Esse processo foi o mais longo. Lembro bem que ela preferia ficar em pé, parada, se apoiando em algum móvel, a engatinhar. Acho que as coxinhas gordas atrapalhavam. Já o aprendizado do andar eu acompanhei com muita atenção. Comecei a segurá-la para andar lá pelos 10 meses e meio, mas ela não sabia muito bem como dar um passo de cada vez, como impulsionar a perna pra frente. Com 11 meses, ela já estava dando passos bem rápidos, mas ainda segurando as duas mãos nas minhas. No aniversário de um ano, ela ganhou um andador desses de empurrar e acho que ajudou. Logo de primeira ela se apoiou e saiu andando, sem medo! E aos poucos, foi soltando uma mão, ao andar comigo pela casa. Aí ela se esqueceu do andador e passou a empurrar o carrinho de passeio (funciona muito bem!). Com 1 ano e 10 dias, mais ou menos, ela deu os primeiros passinhos sem apoio. Foram uns 3 passos e a maior felicidade em casa! Mas isto ainda era raro de acontecer, pq. ela se sentia bem insegura, e preferia andar se apoiando nas paredes e nos moveis. Esta foi aquela fase mais cansativa pra mim, pq. eu tinha q ficar andando junto, o tempo todo. Aí, aos poucos, ela foi ganhando mais firmeza, alternando andar e engatinhar (o que ela faz perfeitamente agora!), e eu pude começar a deixa-la sozinha, só observando.
Depois disso, ela começou a treinar seu equilibrio, flexionando as pernas pra baixo e logo em seguida esticando e permanecendo em pé pelo máximo de segundos que conseguia. Parecia que estava fazendo yoga! Eu me via nela, quando comecei a fazer yoga e a aprender a fixar o corpo na nossa base, que são os pés, mantendo o equilíbrio (não é fácil!). Bom ela ficou uns 2 dias fazendo este exercício, até que no terceiro dia, ela deu muitos passos sozinha! E isso foi no começo desta semana. desde então ela vem progredindo bem, e hoje ela andou quase 10 passos. O mais fofo é que assim que ela chega num móvel e se apoia, cai na risada de satisfação! E hoje ela se desequilibrou bem em cima da quina do rack (de onde ela arrancou o protetor), caiu com a bochecha nele, mas não foi nada grave, só ficou bem roxo. Sorte que suas bochechas são enormes e amorteceram bem!
Bem, a Laura começou a ficar em pé antes de engatinhar. Indo pela ordem certa, primeiro ela aprendeu a sentar (lógico né?). Mas ela fazia isto de um jeito muito fofo: se colocava naquela posição do cachorro se espreguiçando, da yoga, com braços e pernas totalmente esticados, apoiados no chão, e bumbum pra cima. Ela devia ter entre 6 e 7 meses. Aí ela dava um impulso com as mãos, e caía sentada pra trás. Era uma graça de ver.
Eu não lembro muito bem como é que ela passou a se levantar (pq. a gente esquece essas coisas?), mas acho que foi se apoiando nas grades do berço, quando ela já estava sentando firmemente (7, 8 meses). Num dos primeiros dias em que ela se levantou, eu estava dormindo no quarto dela, ela acordou antes de mim, ficou em pé, com as mãozinhas na grade, só me observando. Quando eu acordei, abri os olhos, e vi aquele tiquinho de gente em pé, só as pontinhas dos dedos e o topo da cabeça na altura da grade, me apreciando com tanta admiração, quase morri! Pra ela aquilo era mágico, e pra mim também foi.
Já o engatinhar demorou um pouco. Ela começou se arrastando, mais ou mesmo na mesma época, perto dos 7, 8 meses. Lembro que parecia que ela estava patinando no chão, e até engatinhar bem mesmo, levou tempo. Acho que foi só lá pelos 9, 10 meses. Esse processo foi o mais longo. Lembro bem que ela preferia ficar em pé, parada, se apoiando em algum móvel, a engatinhar. Acho que as coxinhas gordas atrapalhavam. Já o aprendizado do andar eu acompanhei com muita atenção. Comecei a segurá-la para andar lá pelos 10 meses e meio, mas ela não sabia muito bem como dar um passo de cada vez, como impulsionar a perna pra frente. Com 11 meses, ela já estava dando passos bem rápidos, mas ainda segurando as duas mãos nas minhas. No aniversário de um ano, ela ganhou um andador desses de empurrar e acho que ajudou. Logo de primeira ela se apoiou e saiu andando, sem medo! E aos poucos, foi soltando uma mão, ao andar comigo pela casa. Aí ela se esqueceu do andador e passou a empurrar o carrinho de passeio (funciona muito bem!). Com 1 ano e 10 dias, mais ou menos, ela deu os primeiros passinhos sem apoio. Foram uns 3 passos e a maior felicidade em casa! Mas isto ainda era raro de acontecer, pq. ela se sentia bem insegura, e preferia andar se apoiando nas paredes e nos moveis. Esta foi aquela fase mais cansativa pra mim, pq. eu tinha q ficar andando junto, o tempo todo. Aí, aos poucos, ela foi ganhando mais firmeza, alternando andar e engatinhar (o que ela faz perfeitamente agora!), e eu pude começar a deixa-la sozinha, só observando.
Depois disso, ela começou a treinar seu equilibrio, flexionando as pernas pra baixo e logo em seguida esticando e permanecendo em pé pelo máximo de segundos que conseguia. Parecia que estava fazendo yoga! Eu me via nela, quando comecei a fazer yoga e a aprender a fixar o corpo na nossa base, que são os pés, mantendo o equilíbrio (não é fácil!). Bom ela ficou uns 2 dias fazendo este exercício, até que no terceiro dia, ela deu muitos passos sozinha! E isso foi no começo desta semana. desde então ela vem progredindo bem, e hoje ela andou quase 10 passos. O mais fofo é que assim que ela chega num móvel e se apoia, cai na risada de satisfação! E hoje ela se desequilibrou bem em cima da quina do rack (de onde ela arrancou o protetor), caiu com a bochecha nele, mas não foi nada grave, só ficou bem roxo. Sorte que suas bochechas são enormes e amorteceram bem!
16 de setembro de 2011
Uma avó que não baba nos netos
Minha mãe é uma avó atípica. Ela não baba nos netos, não se joga no chão pra brincar com eles, não nina no colo pra fazê-los dormir, não dá papinha e passa bem longe das fraldas e hipoglós. Ela tem 3 netos: o João, de quase 11 anos, o Otto, de 2, e a Laura, de 1 ( sou mãe apenas da Laura). E ela sempre foi assim, desde o nascimento do João. Se eu acho ruim? Confesso que já achei sim, nos primeiros meses de vida da Laura, quando eu estava precisando de ajuda, de apoio e pq. não, de colo de mãe? O pior é que ela passava em casa pra me visitar, deitava na cama do quarto da Laura enquanto eu estava amamentando, se queixava que não tinha um cafezinho pra ela tomar e dizia que a única coisa que eu fazia era amamentar. Gente, eu juro que não foi nada fácil pra mim. Às vezes eu tinha a impressão de que era minha filha mais velha me visitando, e não minha mãe. Em uma dessas visitas, eu virei pra ela e disse; "Nossa, mãe, por acaso vc amamentou algum dos seus 3 filhos?". E qual não foi minha supresa ao ouvir a resposta: "Olha, pra falar a verdade, acho que a única que mamou pra valer foi você." Ali ficaram claras as diferenças de geração sobre o assunto maternidade. Na época da minha mãe, casamento e maternidade significava anulação da independência, sem precisar me aprofundar muito neste assunto. E acho que isto resume o papel de avó que ela desempenha, sem babar, sem abrir mão da vida dela. Parece que para ela é fundamental não abrir mão de suas prioridades hoje, considerando tantas outras que ela cedeu e abriu mão até aqui. Ela sempre deixou muito claro para mim e para a minha irmã: "não contem comigo se quiserem viajar". Vocês devem estar imaginando uma vó carrasca, bruxa total, daquelas de desenho animado. Não, não. Ela tem muito amor e afeto pelos netos. Um tremendo amor. Pode não se jogar no chão com eles, mas é a primeira a se preocupar com a saúde e educação. Eu já não acho ruim este jeito dela. De certa forma, isto me dá a liberdade de educar e criar minha filha sem tantos palpites. E no fundo, sei que esta "distância" dela apenas me diz: filha, o papel de mãe agora é seu, eu já cumpri o meu. Esta etapa, eu já vivi. Mas o mais curioso é que, sem perder a característica materna mais forte, ela ainda se culpa quando fica alguns dias sem visitar a Laura. Aí ela liga, aparece no meio da tarde, pega a Laura no colo por 5 minutos, e não dispensa o cafezinho e as reclamações cotidianas.
15 de setembro de 2011
Todo bebe lonino eh assim?
Desconfio q todo bebe leonino eh muito charmoso. ou será papo de mãe coruja com gosto pela astrologia? Laura eh leonina. Muito leonina. Desde bem novinha, ela ri para as pessoas no elevador, supermercado, praça... Ri e se comunica. Ela eh aquele típico bebe dado, sabe? NAo estranha NINGUÉM, o que ate me preocupa um pouco. Basta ouvir uma música qq, pode ser ate som de celular, e ela balança a cabeça de um lado pro outro. E também, como uma boa leonina, eh brava pra conseguir o que quer. Ai de mim se nAo levar ela caminhar pela casa toda, segurando a mãozinha. Ai de mim se demorar pra dar a fruta depois das refeições. E agora ela esta naquela fase sou o centro do mundo. Bom, multiplique isto por 3 para um bebe leonino. Afinal, todo leonino que se preze se acha o centro do mundo por toda a vida... Então, haja Icami Tiba daqui pra frente, pois tenho certeza que esta menina leonina vai dobrar a mae taurina daqui a alguns anos!
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