4 de novembro de 2013

(re)descobrindo as infâncias


Cada vez mais encantada com a infância. É assim que me sinto desde que comecei o curso de pós-graduação “Formação de Profissionais para as Infâncias do Brasil – 0 a 3 anos”, pelo Instituto Singularidades (www.singularidades.com.br). Desde que a Laura nasceu, há 3 anos, a infância voltou a permear meu inconsciente, com força. Aos poucos, fui percebendo que é isso que faz sentido para mim, e trabalhar com esse assunto, infâncias, seja direta ou indiretamente com crianças, é que o eu quero pra mim.

Cursei 1 ano de pedagogia na PUC/SP, lá atrás, em 1998, faz tempo... tranquei a matrícula, pq. já havia iniciado o curso de Direito, estava no terceiro ano, estagiando, e sobrava pouco tempo para me dedicar aos estudos da educação. Infelizmente, fui prolongando a data de reabrir a vaga, até que ela expirou, e eu perdi a vaga...mas o curso ficou vivo em mim, assim como a infância.

Mudei os rumos da minha vida e, quando me dei conta, estava trabalhando em uma Ong que atendia crianças e adolescentes, e eu me encantava com os pequeninos, que todos os dias, mostravam olhos curiosos para meu local de trabalho. E, paralelamente, eu contava estórias para crianças hospitalizadas, como voluntária de uma outra ONG.

Aí minha filha nasceu, minha infância voltou com tudo! E, por fim, comecei a trabalhar na Fundação Abrinq, há 2 anos, tendo contato diário com a temática da infância.

Crianças e infâncias sempre me fascinaram. Crianças são verdadeiras, intensas, curiosas, encantadoras. Infância é uma fase linda da vida, fase de descoberta, de formação, de magia, de encantamento.

Com esse curso, aprendi a usar o termo “infâncias” e não “infância”, pois são várias as infâncias, dependendo de seu contexto no tempo, na sociedade, na geografia. Estou estudando a importância do brincar, da observação de crianças, de deixa-los viver a infância de forma mais livre, sem tanta interferência dos adultos, como planejar e pensar espaços para as brincadeiras, o repertório cultural, enfim, é um curso que aborda diversos aspectos da criança e suas infâncias.

E, naturalmente, acabo usando esse conhecimento na relação com a minha filha. Estou aprendendo a olha-la com outros olhos, a enxergar melhor o que ela realmente quer e não as atitudes dela com relação às minhas expectativas.

Tenho percebido mais claramente como nós, adultos, interferimos nas ações das crianças, nas mais simples e banais situações, como aquela cena típica de uma criança pegando o brinquedo da outra, e nós insistindo pra que saibam dividir, ao invés de brigar. Recentemente, presenciei a Laura, 3 anos, e seu primo, de 4, discutindo por causa de um brinquedo. Fiquei quieta, só olhando, sem interferir. E não é que eles resolveram a situação? E o melhor, na conversa. Tá certo que foi meio ríspido o diálogo entre eles, um gritando mais que o outro, mas eles se entenderam, sem a intromissão dos adultos. Acho que isso é uma socialização legítima, verdadeira e que faz sentido para a criança. E seguimos aprendendo.  

8 de março de 2013

A mãe e suas buscas

Não há dúvida de que maternidade e carreira é o eterno dilema da mulher hoje. A maternidade muda as prioridades das mulheres, e nessas mudanças se inclui o curso da vida profissional.
Eu comecei a trabalhar com 19 anos, como estagiária de um escritório de advocacia, e desde então não parei mais, salvo em alguns períodos de entre safra, nas épocas de processos seletivos. Já mudei de ramo e estou em constante busca da minha satisfação profissional. Encontrei mais significado para minha atuação no Terceiro Setor, mas continuo em busca de mais significância. Ou seja, o trabalho sempre foi uma das minhas prioridades. Mas, curiosamente, quando a Laura nasceu, ou melhor, ainda na gravidez, uma força interna muito maior que minha busca pela satisfação profissional, tomou conta de mim. E eu resolvi dar um tempo.
Coordenava a área de comunicação de uma instituição do Terceiro Setor que eu amo, mas que era bem distante da minha casa. Eu adorava meu trabalho, e exerci a função até 1 mês antes de a Laura nascer. Estava disposta a voltar depois da licença, mas...não consegui. A maternidade me engoliu, eu não conseguia pensar na ideia de ficar 8 horas distante da Laura, devido à força do vínculo que se estabeleceu tão rápido. Quando eu ficava 2 horas sem a pequena, já sentia um buraco no peito, imagina ficar o dia todo longe dela.
Depois de ler muito a respeito sobre a necessidade do recém-nascido e das crianças pequenas estarem próximos da mãe para a sua segurança emocional, dei prioridade a Laura (ou às minhas cobranças internas), e no final da licença maternidade propus à organização para a qual trabalhava prestar serviço como autônoma. Foi uma experiência ótima, pois eu fazia meus horários, ficava longe da Laura alguma horas apenas, e trabalhava em casa. Porém,  conforme a pequena foi crescendo, a dificuldade de trabalhar em casa aumentou, e eu não conseguia conciliar o tempo entre meu trabalho e os cuidados e a atenção com a Laura. O resultado foi uma desordem total! Aí percebi que eu não tinha planejamento algum, e nem podia, pois tinha noite que a Laura dormia, noite que não dormia, e o rendimento do meu dia dependia disso. Eu estava emocionalmente cansada, e só depois de algum tempo percebi que o primeiro ano de vida do bebê consome muito da mãe, esgota mesmo, e se torna muito difícil trabalhar e cuidar da cria, com qualidade nas duas atividades. A sensação que eu tinha até a Laura completar 1 ano era a der trabalhado ininterruptamente por 5 anos sem férias! Acho que se eu tivesse me preparado melhor psicologicamente para essa fase, nem teria pensado em trabalho.
Quando a Laura completou 1 ano, comecei a procurar trabalho, por uma necessidade pessoal. Queria retomar outros assuntos que não fraldas, leite e papinha. Me sentia isolada do mundo, e, ironicamente, queria me sentir útil. Cobranças dessa vida moderna, que hoje eu não daria muita bola...imagina se eu não estava sendo útil como mãe em tempo integral!
Passei num processo seletivo de outra instituição do Terceiro Setor, que gosto muito, e fiquei bem feliz. Ainda mais porque a instituição fica a 500m da minha casa, eu vou a pé para o trabalho, almoço em casa todo dia, levo a Laura na escola, e chego em casa às 18h10, todo santo dia. É um privilégio, não tem como negar. E acho que isso ajuda muito, pois de certa forma é como se eu estivesse presente o tempo todo.  Somente nas viagens que faço, que duram em média 5 dias, em outros estados, dá um aperto. Entrar no avião para uma viagem a trabalho é uma sensação desconfortante, estando longe da filha e sabendo dos riscos que se corre. Mas no final, quando eu volto, mato as saudades, e vejo como amadureci profissionalmente, acho que vale à pena.
Penso muito no futuro e tenho medo de ser uma mãe que não teve vida pessoal/profissional, mas somente familiar. Aquelas mães que sofrem muito quando os filhos saem de casa e continuam vivendo a vida dos filhos, depois de adultos. Por isso o trabalho é uma prioridade na minha vida, como meio de realização pessoal. Eu adoro trabalhar, adoro o ambiente de trabalho, as conversas, as relações, enfim, não me imagino só cuidando da casa e dos filhos.
Mas é claro, que, como tudo, o ideal é o meio termo. Então, eu sonho com o dia em que poderei trabalhar apenas 5 horas por dia, e poder acompanhar a rotina da Laura todo dia, estudando com ela, levando na aula de natação, ensinando coisas que acabamos delegando por falta de tempo. Sonho com a licença maternidade de 1 ano, e sonho com a flexibilidade de horário nos primeiros 7 anos de vida dos filhos. Porque apesar de estar feliz com meu trabalho e minha vida pessoal, tenho receio de estar perdendo uma fase importante da vida da Laura que é o primeiro setênio, que eu podia estar acompanhando full time e não estou.
Enfim, acho que a maternidade é um dilema constante no quesito escolhas. E não há mundo ideal, trabalho ideal, babá ideal, escola ideal, e, quer saber, nem filho ideal! Por isso, olhando para trás, me sinto orgulhosa das minhas escolhas, pois sempre me guiei pelas minhas vontades pessoais, pelos meus instintos, ainda que eles sofram interferências das cobranças da sociedade, claro. Mas sempre foram escolhas movidas por um desejo muito íntimo e profundo, uma vontade minha, lá do fundo. E é nisso que eu acredito, que cada mãe deve buscar a sua escolha, o seu mundo, o que funciona para si. A maternidade deve ser legítima, devemos vivenciá-la intensamente, e impor nossas vontades sim. A sociedade está em constante mudança, e sou bem otimista a este respeito. Por enquanto, vou me adequando à realidade possível, não à sonhada. 

13 de janeiro de 2013

Férias - fazia tempo


Fazia tempo, e muito, que eu não tirava 30 dias de férias. Nem me lembrava como é boa a sensação de não ter hora pra acordar, nem pra comer, nem pra dormir. Tá certo que com criança pequena as férias não são as mesmas de antes. Devem ter alguns horários e obrigações, mas, com jeitinho, a Laura até que está se adaptando bem no ritmo das minhas férias. E eu, estou me surpreendendo com a facilidade com que me desliguei dos horários e necessidades dela. Quando minha irmã ficava horas na praia com meu sobrinho pequeno, alimentado somente de milho e picolés, eu – que ainda não tinha filha – achava aquilo meio errado. Pois não é que estou fazendo a mesma coisa com a Laura? E ela está ótima. Santa sabedoria a da maternidade. Quer almoçar? Ok. Não quer? Beleza, toma um sorvete. Estamos acordando perto das 10h00, almoçando perto das 16h00, e de vez em quando jantamos, rs. Quando a pequena sente fome, pede bolacha, e aí é o sinal de que a menina tem que se alimentar. Se não pedir bolacha, fica na água de coco, e algumas besteiras. A única refeição religiosamente cumprida é o café da manhã, que ela tem se alimentado muito bem. Depois, deixo o dia correr. E quer coisa melhor? Estou em férias! Plenamente em férias. Que sensação maravilhosa essa de afrouxar as regras. De vez em quando bate uma neurose, eu penso que deveria estar fazendo tudo em horários seguidos à risca, mas aí olho pra Laura, vejo a cara de felicidade dela, e relaxo. Como é bom estar em férias!

Além disso, longe de tantas obrigações do trabalho e da casa, estou mais conectada comigo, o que também fazia tempo que não acontecia, e é uma das melhores partes. Acho até que estou fazendo as pazes comigo. Sabem como é, andamos meio brigadas nos últimos tempos... Estou aproveitando o tempo livre para deixar minha cabeça fluir, ficar livre também, refletir e pensar quando quiser, e viajar como bem entender. Imaginem só, estou conseguindo pensar até na redefinição dos cronograma de faxina da casa, o que eu nunca consigo pensar durante a semana de trabalho. Imagina chegar em casa, cansada, com fome, tendo que dar atenção à cria, e pensar nas tarefas domésticas? Jamais. Mas as férias servem pra isso, pra você organizar aquilo que só é possível fazer com fluidez de pensamento; sejam coisas banais ou projetos de vida, o que também estou fazendo. Quem sabe aquele sonho antigo de mudar de cidade não entra nos planos de 2013? Ou talvez eu mude minha vida mais radicalmente. Mas isso já é assunto pra outro post. Ou pro meu travesseiro.

 

 

29 de dezembro de 2012

O Natal quando se é maduro


Natal é bom mesmo quando somos crianças. Quando não nos preocupamos com o que fazer pra ceia ou como contornar aquelas situações familiares delicadas, mas simplesmente contamos as horas para abrir os presentes. Não adianta falar de outra forma: o dia da véspera de Natal consiste em contar as horas para abrir os presentes, quando se é criança. E tem coisa melhor? Claro que nisso está inserida a fantasia do Papai Noel, a magia do Natal, a noite de paz. É uma noite de luzes, e ilusões.

E quando somos maduros, não temos mais as ilusões do Natal. Sabemos que aquela noite é uma reunião familiar, uma noite gostosa, sim, mas igual a do ano passado, e do ano anterior ao passado, e será igual no próximo ano.  O peru tem sempre o mesmo gosto. Todo mundo come muito, bebe muito, e termina a noite nos sofás, até ter coragem de levantar e voltar pra casa. Não pensem o contrário: eu gosto muito dos Natais da minha família. Mas sei que é sempre aquilo. Muitas mágoas e ressentimentos escondidos embaixo dos presentes de Natal. Curtimos, nos abraçamos, celebramos. Mas alguns resquícios de outras noites, não as natalinas, mas noites de outras festas ou noites sem importância, do cotidiano mesmo, estão ali, presentes, como falei, embaixo dos presentes.

Estão presentes também a lembrança dos que não estão mais presentes: meus amorosos avós, meu tio divertido, minha querida tia. A lembrança deles é muito boa, mas dá uma tremenda saudade dos Natais da minha infância, recheados de ilusões.

Por isto minha alegria, hoje, é curtir o Natal com a minha filha, levar para ela a magia, os sonhos e as ilusões. E tentar trazer de volta a magia do Natal aos mais velhos, meus pais e tias, por meio do encantamento da minha filha. E tentar escrever um roteiro de noites de Natal um pouco diferente das que vivi. Sem tantos cuidados, mas mais espontâneas e leves. Cuidado, porque esse é um requisito importante numa noite de Natal de uma família italiana e emotiva. Cuidado com o que se diz, cuidado com quanto se bebe. Cuidado que deveria ser equilíbrio. Mas esta é uma palavra difícil de ser assimilada pela minha família.

Um Feliz Natal. Porque ainda é tempo.

 

 

 

24 de maio de 2012

1 semana longe de casa...

Na semana passada fiz minha primeira viagem a trabalho depois de ser mãe. Fiquei 1 semana no RS visitando empresas e os projetos sociais que desenvolvem. Pensei que eu ia ficar o tempo todo com aquele aperto no peito que eu sentia quando a Laura era novinha, tinha só alguns meses e eu tinha que me ausentar de casa por mais de 2 horas. Mas não, foi diferente. Estava envolvida com o trabalho e sabia que aqui em casa ela estava bem assistida, com o pai, a babá, os avós visitando. Na véspera de embarcar, ela piorou da gripe que virou uma crise séria de bronquite. E eu abracei ela forte e chorei, querendo desistir. Mas foi ótimo ter ido. Na metade da semana em diante a saudade falava alto. Mas era uma saudade gostosa, cheia de expectativas pelo reencontro. Tanto que quando cheguei no aeroporto em SP e peguei o táxi para casa foi como ir ao encontro do namorado na adolescência, estava muito ansiosa! Ao chegar em casa, abri a porta e ela falou "mamãe" com um ar de surpresa e felicidade incríveis. Pulou no meu colo e riu gostoso, um riso de conforto, satisfação e aconchego. Ficou uma hora serelepe pela sala, correndo e dando gritos de alegria. E eu me senti inteira de novo. Nesta semana viajei de novo, mas fiquei apenas 1 noite fora. Essas viagens estão me fazendo pensar se estou no caminho certo, pois bem agora, com uma filha, tenho um trabalho que exige viagens pelo Brasil todo. Pensei muito como teria sido bom ter este trabalho antes de ter a Laura, porque, por mais envolvida que eu estivesse lá no RS, tinha uma malinha o tempo todo na minha mão: a mala da preocupação. Minha cabeça já não foca 100% no trabalho. Tem uma parte reservada à Laura. Ligava 3 vezes por dia para casa pra saber como ela estava e pra falar com ela. E pensei como deve ter ficado a cabecinha dela, pra entender que a mãe se mudou pra dentro do telefone! Por mais que tudo tenha dado certo, e que eu queira continuar me desenvolvendo profissionalmente, o que importa muito para mim, não sei se quero continuar viajando a trabalho. Vontade imensa de poder ser dona do meu nariz e escolher os compromissos profissionais que valem ou não à pena a ausência de casa e da filhota. Mudanças à vista? Quem sabe.

21 de abril de 2012

a banda desafinou e voltou a tocar

Os últimos 30 dias foram tumultuados aqui em casa (leia-se a casa propriamente dita e a casa interna). Estava viajando a trabalho quando a babá pediu demissão. Quando tudo estava no ritmo, a banda desafinou. 1 min. depois de receber a notícia comecei a mexer os pauzinhos na busca de uma substituta. Fui rápida, e encontrei logo 3 opções. Uma maranhense emburrada, que não topei. Uma ui uma pessoa do interior, que teria que morar na minha casa, e não topou (e eu agradeci). Não consigo ter uma pessoa morando em casa, pq. não tenho quarto de empregada, só uma cama no quarto da Laura e aí, adeus privacidade. Quando já estava pensando em uma atitude mais drástica, encontrei sme querer, numa manhã dominical, um casal de amigos que me indicou uma pessoa. Curiosamente, o mesmo nome da babá que havia pedido as contas: Adriana. Sim, pq. foi só entrevistar a Adriana 2, gostar dela e tal, que a Adriana 1 voltou atrás, mas com algumas condições: não pdoeria mais ficar até às sete da noite, teria que sair às quatro da tarde. Eu não vou mencionar aqui o começo da Laura na escola, pq. coincidiu com a mesma época, e vai ficar um tanto confuso por tantas fases de adaptação no papel. Ou melhor, na tela.  Bom, aí que eu não sabia mais o que fazer. Nessas horas meu ascendente em gêmeos baixa com força e eu não consigo decidir. Eu adoro a Adriana 1, mas ela pediu as contas por causa de problema de saúde com a filha. Ofereci todas as possibilidades pra ela: consulta no pediatra da Laura, faltar no trabalho para fazer exames na filha e nada ela queria, só ir embora. Um belo dia, ela me disse que estava confusa, que não sabia mais se queria deixar o trabalho. Aí me veio a sacada: antecipei as férias da Adriana 1, para ela levar a filha no médico, fazer todos os exames e cirurgia se for o caso (a filhinha dela tem uma hérnia no umbigo), e nos 30 dias de férias dela, contratei a Adriana 2 em experiência. A Adriana 2 está me agradando e muito. Ela pode dormir aqui 3 vezes por semana, o que é ideal para mim e pra Laura, quando tiver que faltar à escola por motivo de doença. Claro que não foi fácil no começo. Os primeiros 10 dias dela aqui, que coincidiram com a adaptação escolar da Laura, foram punk! A Laura olhava pra ela e berrava mamãnheeeeeee! A pobre moça mal conseguia falar oi pra pequena. Eu ia trabalhar com o coração angustiado. Deixei ela na casa da minha mãe na primeira semana, com a Laura, pra ficar um pouco mais tranquila. Na hora do almoço eu passava lá voando, pegava a Laura e a Adriana 2, deixava a babá em casa, segui para a escola, deixava a Laura berrando no colo da professora e seguia pro trabalho, com o coração nervoso. Voltava pra casa no fim do dia, com a Laura nos braços, e bastava entrar em casa que a cena se repetia: berros, choro, manhêêê! Como sou muito ansiosa e imediatista, eu achava que a Adriana 2 não ia dar certo com a Laura e só pensava na Adriana 1, que voltasse logo das férias. Dormi mal algumas noites. Almocei rápido muitos dias. Emagreci. E o tempo passou. A Laura esta mais adaptada a tantas mudanças no seu mundo. Já não chora mais quando chega na escola. Me dá um beijo e fica feliz com a turminha e as professoras. Na saída, dá tchau para todos, até para o pipoqueiro. Com a Adriana 2, já está encontrando suas afinidades. Brincam de esconde esconde no quarto e a Laura berra: Adriaanaaaaaaaaaaaa quando a procura. E eu sinto que novamente colocaram uma bela parceira na minha vida, assim definida por ela mesma, a babá 2. Hoje meu coração está sentido, pois é quase certo que terei que dispensar a Adriana 1, na volta das férias, e isso me incomoda um pouco, pq. sei que ela tem seu mérito. Mas foi ela que pediu demissão, ficou confusa, voltou atrás e mudou o ritmo da banda. Por aqui estamos de novo começando uma nova sinfonia e estou certa de que ela começara a sua também. Estou aprendendo a não pesar tanto as decisões com minhas emoções, que ñão são poucas.   

8 de fevereiro de 2012

blogagem coletiva - o nascimento da mãe barriga

Eu já havia tentado outras vezes, mas não estava dando certo. Nada funcionava. Eu fazia tudo como devia, como me orientavam, seguia os conselhos, palpites das pessoas mais experientes no assunto, lia muito, pesquisava, fuçava, mas não tinha jeito.
Eu criava os blogs e eles não vingavam, não se desenvolviam. Pouco tempo depois que eles nasciam, eu perdia o interesse, deixava de postar, os abandonava. Coisa de mãe desnaturada. Mas é que faltava um vínculo mais forte, um laço emocional, e legítimo. Algo que dissesse respeito só a mim e me conferisse toda a liberdade do mundo pra escrever o que eu bem entendesse, mas de forma muito intensa e genuina.
E então eu engravidei. Uma gravidez surpresa! Mas muito desejada. Pré-desejada, se é que me entendem. Bom, e é claro que a partir do momento em que eu soube da notícia, minha cabeça se encheu mais ainda de pensamentos. Desordenados, angustiados, felizes e trágicos, que iam e vinham, se multiplicavam e não saiam de lá. Eu precisava desabafar. Mas era um desabafar comigo mesma, pra mim mesma. Era um desabafo monólogo. Eu precisava colocar tudo aquilo que eu estava sentindo pra fora, até pra ver se eu entendia o que estava sentindo.
E assim nasceu o mãe barriga, o terceiro filho da minha vida bloguiana, o filho que vingou. Mãe barriga, porque quando eu criei o blog, minha maternidade estava toda centrada na barriga. A barriga era a mãe, até então. Porque uma barriga grávida é sim uma mãe. Uma mãezona que abriga com toda proteção, segurança e conforto uma vidinha que está se formando. A barriga, que tanto nos assusta quando está fora de forma, fazendo com que a gente a esconda do mundo, de repente vira um sorriso, o ponto principal, o maior orgulho. E minha barriga de grávida era linda demais. Como uma mãe deve ser.
E hoje o mãe barriga é o lugar onde eu coloco as emoções de ser mãe. Os conflitos, as dúvidas, as alegrias. É onde eu encontro outras mães, e onde somos todas iguais. É onde eu acompanho o desenvolvimento de crianças que eu nem conheço pessoalmente, mas as adoro. São os amiguinhos ilustres de blog da minha filha, Laura.
O mãe barriga virou também uma persona, por meio da qual eu navego sem medo nas redes sociais. Virou minha persona materna. Aquele papel mais verdadeiro que me representa.
Longa vida pra você, mãe barriga!

17 de outubro de 2011

1 ano e 2 meses. 1 filha ou 2? Dilemas...

Que coisa mais gostosa é uma criança de 1 ano e 2 meses! Sim, pq. já não se trata mais de um bebê. Ou bebês sentam-se na cadeirinha da lanchonete e comem hamburguer com batata frita? Acho que não. E esta é a atual fase da Laura: descobrindo e experimentando tudo.

Hoje ela está completando 1 ano e 2 meses. Começou a andar há 1 mês, e que progresso desde então! Ontem, arriscou dar umas corridinhas. Faz tempo que já abaixa sem apoio para pegar as coisas do chão.

Imita tudo o que o priminho de 2 anos faz. Até a chupeta - que ela nunca gostou - roubou dele e pôs na boca.

Mais do que mama e papá, ela tem repetido tudo o que ouve: va taba (vai trabalhar), bubu (bumbum), pessssssi (peixe), apis (lápis), nana (banana e nanar) e por aí vai.

Vê fotos dos familiares ou de bebês e exclama um gritinho delicioso.

Come frutas inteiras, com a mão, sozinha. Aprendeu a segurar a mamadeira - de maneira imposta - mas aprendeu. E já não erra tanto a colher na boca (embora se suje inteira).

Minha filha tão pequena já é uma companheirona: vamos a museus, ao parque do Ibirapuera, tomar um café, à feira... E ela é solta, conversa com todo mundo.

Eu estava olhando umas fotos dela com 8, 9 meses e percebi o quanto mudou. A começar pelo cabelo, que em poucos meses virou uma juba! E a carinha de bebê, que ela está perdendo, dando lugar a um rostinho de menina sapeca, levada e esperta, que faz charme quando percebe que está agradando. Sem falar o quanto ela emagreceu: nem dá mais para chamar de gorda, como eu fazia.

Dizem que quando o bebê completa 1 ano, vem a vontade de ter o segundo. E veio mesmo. Mas foi embora logo, pq. eu quero curtir ao máximo a companhia da Laureta, não tendo que dividir a atenção, por enquanto, com um irmão ou irmã.

Tenho pensado muito sobre isso, o momento de ter o segundo (e se quero ter o segundo). Pela Laura, eu quero, pq. sei como é importante ter irmãos. Mas vai mudar minha relação com ela, no momento em que outro bebê tomar parte do meu tempo e atenção. Penso que mães de filhos únicos são mais cúmplices com seus filhos. Não sei se estou certa. Ao mesmo tempo, costumam dizer que filhos únicos são mimados demais, e um irmão com pouca diferença de idade significa um amigo pra vida toda.

A culpa materna deve multiplicar-se pelo número de filhos, não? Vem o segundo e a mãe se culpa quando não consegue dar atenção ao primeiro...

E é claro que a questão financeira também pesa na decisão. Pesa, mas não assusta, nem impede. Se não der pra mudar para um apartamento maior, Laura dividirá o quarto e o banheiro quando for a hora.

Enfim, encontro-me atualmente neste dilema, quando eu deveria estar muito mais focada na retomada da minha carreira. Fazer o quê, né? Se algum trabalho tivesse até hoje me realizado tanto quanto a maternidade...puff!

13 de outubro de 2011

nós NÃO vamos dominar o mundo!

Assisti a um documentário sobre comportamento de mães e bebês e percebi como nós, mães, queremos ter o controle de todas as situações e muitas vezes não permitimos que os bebês explorem toda a sua criatividade e ousadia. Em muitas cenas, esta vontade de controle ficava evidente e até dificultava um entendimento melhor entre mãe e filho, já que a primeira estava muito mais focada em dizer NÃO do que em observar e perceber o que o filho queria.

Venho sendo mais flexível neste ponto. Por exemplo, não uso o NÃO  a todo momento, pq. senão perde a força, banaliza. Se a Laura quer tirar todos os DVDs da estante, eu aproveito para observar o que tanto a fascina nesse objeto. No começo, eu ficava neurótica, falando NÃO, NÃO, NÃO. Aí fui percebendo que tantos nãos poderiam deixar a Laura com medo de experimentar, de arriscar. E então comecei a experimentar junto com ela, e hoje eu monto pilhas de DVDs e ela derruba todos. Como até agora o foco está somente na estante de DVDs, tá dando pra levar dessa forma. O mais curioso é que depois que deixei ela brincar com eles, a vontade até diminuiu. E ela entende bem o valor do NÃO, pq. quando quer colocar o dedo na tomada, sempre me olha antes, como quem pergunta: posso? E aí sim, eu falo aquele NÃO, e ela não coloca o dedo.

Outro momento que o documentário mostrou foi a hora das refeições. E neste quesito, acho que também falhamos algumas vezes. É impressionante como queremos controlar como os bebês comem, o quanto comem, o que comem. Claro, não vamos deixar um bebê de 1 ano fazer a farra na dispensa, mas também ficar insistindo nas colheiradas quando ele mostra que não tá mais a fim, não acho certo. Depois que participei do workshop Do peito à panela, sobre como introduzir alimentos ao bebê, mudei muito minha atitude. Primeiro, pq. eu morria de medo que a Laura passasse fome e ficava sempre neurótica com os horários das refeições e pensando no que dar pra ela o dia inteiro. Rs. Estou muito mais relaxada neste ponto, procurando perceber muito mais como está o apetite e a fome dela naquele dia, do que em seguir uma rigorosa planilha de refeições. Diminui as quantidades e meu medo de que ela pudesse berrar de fome sumiu! Isto pq. ela teve um episódio de vômitos na semana passada e ficou dois dias inteiros sem tomar leite, e só na base dos líquidos e batata cozida, aos pouquinhos. Gente, e não é que ela dormiu à noite inteira e não esboçou qq reação de fome???

 Também perdi um pouco o medo dos engasgos. Isto pq. vi alguns vídeos no workshop sobre bebês de meses comendo frutas sozinhos, mordendo pedaços enormes e se virando para engolir. Eles são muito instintivos: se está difícil de engolir, eles cospem fora. E ponto final. No dia do workshop, a Laura roubou a pera de um dos bebês e começou a comer sozinha, no meio da roda. Meu instinto foi logo de falar NÃO. Mas respeirei fundo e fiquei observando. Afinal, estávamos falando justamente sobre isto, sobre deixar a criança experimentar os alimentos, ter uma postura mais ativa na hora das refeições e não passiva, apenas recebendo as colheiradas. Bom, e aí a mocinha comeu toda  apera, inteira, sem cortar em pedaços, deixando apenas o cabinho como lembrança. E eu me senti super segura, parecia que eu tinha o aval de toda a roda de mães, naquele momento.

O mais legal é que naquele dia havia um equipe de filmagem gravando as cenas para uma campanha do Ministério da Saúde, sobre como fazer seu filho comer coisas saudáveis, e a equipe se encantou com a Laura comendo pera, cenoura e abobrinha, tudo inteiro, com a mão, e muito bem. Eles disseram que ela era a melhor atriz naquele dia. Orgulho da mãe. E feliz por estar conseguindo ser mais flexível e relaxada.

21 de setembro de 2011

caminhando e cantando...

A Laura está andando. E este é um marco que quero registrar aqui, pois acho uma conquista linda. Sem falar q daqui a alguns anos vão me perguntar como foi e eu não vou lembrar...
Bem, a Laura começou a ficar em pé antes de engatinhar. Indo pela ordem certa, primeiro ela aprendeu a sentar (lógico né?). Mas ela fazia isto de um jeito muito fofo: se colocava naquela posição do cachorro se espreguiçando, da yoga, com braços e pernas totalmente esticados, apoiados no chão, e bumbum pra cima. Ela devia ter entre 6 e 7 meses. Aí ela dava um impulso com as mãos, e caía sentada pra trás. Era uma graça de ver.
Eu não lembro muito bem como é que ela passou a se levantar (pq. a gente esquece essas coisas?), mas acho que foi se apoiando nas grades do berço, quando ela já estava sentando firmemente (7, 8 meses). Num dos primeiros dias em que ela se levantou, eu estava dormindo no quarto dela, ela acordou antes de mim, ficou em pé, com as mãozinhas na grade, só me observando. Quando eu acordei, abri os olhos, e vi aquele tiquinho de gente em pé, só as pontinhas dos dedos e o topo da cabeça na altura da grade, me apreciando com tanta admiração, quase morri! Pra ela aquilo era mágico, e pra mim também foi.
Já o engatinhar demorou um pouco. Ela começou se arrastando, mais ou mesmo na mesma época, perto dos 7, 8 meses. Lembro que parecia que ela estava patinando no chão, e até engatinhar bem mesmo, levou tempo. Acho que foi só lá pelos 9, 10 meses. Esse processo foi o mais longo. Lembro bem que ela preferia ficar em pé, parada, se apoiando em algum móvel, a engatinhar. Acho que as coxinhas gordas atrapalhavam. Já o aprendizado do andar eu acompanhei com muita atenção. Comecei a segurá-la para andar lá pelos 10 meses e meio, mas ela não sabia muito bem como dar um passo de cada vez, como impulsionar a perna pra frente. Com 11 meses, ela já estava dando passos bem rápidos, mas ainda segurando as duas mãos nas minhas. No aniversário de um ano, ela ganhou um andador desses de empurrar e acho que ajudou. Logo de primeira ela se apoiou e saiu andando, sem medo! E aos poucos, foi soltando uma mão, ao andar comigo pela casa. Aí ela se esqueceu do andador e passou a empurrar o carrinho de passeio (funciona muito bem!). Com 1 ano e 10 dias, mais ou menos, ela deu os primeiros passinhos sem apoio. Foram uns 3 passos e a maior felicidade em casa! Mas isto ainda era raro de acontecer, pq. ela se sentia bem insegura, e preferia andar se apoiando nas paredes e nos moveis. Esta foi aquela fase mais cansativa pra mim, pq. eu tinha q ficar andando junto, o tempo todo. Aí, aos poucos, ela foi ganhando mais firmeza, alternando andar e engatinhar (o que ela faz perfeitamente agora!), e eu pude começar a deixa-la sozinha, só observando.
Depois disso, ela começou a treinar seu equilibrio, flexionando as pernas pra baixo e logo em seguida esticando e permanecendo em pé pelo máximo de segundos que conseguia. Parecia que estava fazendo yoga! Eu me via nela, quando comecei a fazer yoga e a aprender a fixar o corpo na nossa base, que são os pés, mantendo o equilíbrio (não é fácil!). Bom ela ficou uns 2 dias fazendo este exercício, até que no terceiro dia, ela deu muitos passos sozinha! E isso foi no começo desta semana. desde então ela vem progredindo bem, e hoje ela andou quase 10 passos. O mais fofo é que assim que ela chega num móvel e se apoia, cai na risada de satisfação! E hoje ela se desequilibrou bem em cima da quina do rack (de onde ela  arrancou o protetor), caiu com a bochecha nele, mas não foi nada grave, só ficou bem roxo. Sorte que suas bochechas são enormes e amorteceram bem!

16 de setembro de 2011

Uma avó que não baba nos netos

Minha mãe é uma avó atípica. Ela não baba nos netos, não se joga no chão pra brincar com eles, não nina no colo pra fazê-los dormir, não dá papinha e passa bem longe das fraldas e hipoglós. Ela tem 3 netos: o João, de quase 11 anos, o Otto, de 2, e a Laura, de 1 ( sou mãe apenas da Laura). E ela sempre foi assim, desde o nascimento do João. Se eu acho ruim? Confesso que já achei sim, nos primeiros meses de vida da Laura, quando eu estava precisando de ajuda, de apoio e pq. não, de colo de mãe? O pior é que ela passava em casa pra me visitar, deitava na cama do quarto da Laura enquanto eu estava amamentando, se queixava que não tinha um cafezinho pra ela tomar e dizia que a única coisa que eu fazia era amamentar. Gente, eu juro que não foi nada fácil pra mim. Às vezes eu tinha a impressão de que era minha filha mais velha me visitando, e não minha mãe. Em uma dessas visitas, eu virei pra ela e disse; "Nossa, mãe, por acaso vc amamentou algum dos seus 3 filhos?". E qual não foi minha supresa ao ouvir a resposta: "Olha, pra falar a verdade, acho que a única que mamou pra valer foi você." Ali ficaram claras as diferenças de geração sobre o assunto maternidade. Na época da minha mãe, casamento e maternidade significava anulação da independência, sem precisar me aprofundar muito neste assunto. E acho que isto resume o papel de avó que ela desempenha, sem babar, sem abrir mão da vida dela. Parece que para ela é fundamental não abrir mão de suas prioridades hoje, considerando tantas outras que ela cedeu e abriu mão até aqui. Ela sempre deixou muito claro para mim e para a minha irmã: "não contem comigo se quiserem viajar". Vocês devem estar imaginando uma vó carrasca, bruxa total, daquelas de desenho animado. Não, não. Ela tem muito amor e afeto pelos netos. Um tremendo amor. Pode não se jogar no chão com eles, mas é a primeira a se preocupar com a saúde e educação. Eu já não acho ruim este jeito dela. De certa forma, isto me dá a liberdade de educar e criar minha filha sem tantos palpites. E no fundo, sei que esta "distância" dela apenas me diz: filha, o papel de mãe agora é seu, eu já cumpri o meu. Esta etapa, eu já vivi. Mas o mais curioso é que, sem perder a característica materna mais forte, ela ainda se culpa quando fica alguns dias sem visitar a Laura. Aí ela liga, aparece no meio da tarde, pega a Laura no colo por 5 minutos, e não dispensa o cafezinho e as reclamações cotidianas.

15 de setembro de 2011

Todo bebe lonino eh assim?

Desconfio q todo bebe leonino eh muito charmoso. ou será papo de mãe coruja com gosto pela astrologia? Laura eh leonina. Muito leonina. Desde bem novinha, ela ri para as pessoas no elevador, supermercado, praça... Ri e se comunica. Ela eh aquele típico bebe dado, sabe? NAo estranha NINGUÉM, o que ate me preocupa um pouco. Basta ouvir uma música qq, pode ser ate som de celular, e ela balança a cabeça de um lado pro outro. E também, como uma boa leonina, eh brava pra conseguir o que quer. Ai de mim se nAo levar ela caminhar pela casa toda, segurando a mãozinha. Ai de mim se demorar pra dar a fruta depois das refeições. E agora ela esta naquela fase sou o centro do mundo. Bom, multiplique isto por 3 para um bebe leonino. Afinal, todo leonino que se preze se acha o centro do mundo por toda a vida... Então, haja Icami Tiba daqui pra frente, pois tenho certeza que esta menina leonina vai dobrar a mae taurina daqui a alguns anos!

7 de setembro de 2011

Pausa na quarta da independência

Nada melhor que um feriado no meio da semana, pra dar aquela pausa boa na rotina. Se bem que minha rotina esta bem flexível, mas mesmo assim, um feriado te da a permissão moral de acordar mais tarde - se a baby permitir - deixar a cama desarrumada, almoçar qq coisa, tirar uma soneca depois do almoço - baby permitu! - e fazer planos para a viagem de final de ano, oba! E curtir a Laura, que esta a todo vapor, ensaiando os primeiros passos. Domingo passado foi a primeira vez que ela andou 3 passinhos sozinha! Que delicia ve-la conquistando esta independência, que também eh minha, afinal, tão logo ela passe a andar completamente, minha coluna agradecera de monte! E assim, com ela maior, começo a pensar em novas possibilidades de viagens, inclusive internacionais. Hoje li um monte de blogs de pais e mães que viajam pra fora com os filhos desde quase o nascimento, com 3, 4, meses. Eu confesso que nunca pensei nesta possibilidade, af, fazer turismo amamentando nAo eh pra mim, rs! Admiro quem conseguiu sáir de mochilao pela Europa com um baby a tira colo: pais guerreiros! Mas agora sim, começo a viajar alem do circuito sítio, Laura já come quase tudo, só dorme depois do almoço e quase anda. Claro, trabalho dobrado pra mãe, mas independência pras duas!

17 de agosto de 2011

1 ano de mãe

Hoje a Laura completou 1 ano de vida e eu, 1 ano de mãe.
Tanto ela, como eu merecemos os parabéns.
Ela cresceu, eu também.
Ela aprendeu uma porção de coisas novas, eu também.
Ela aprendeu a se comunicar, sem ainda falar.
Eu aprendi a observar, mais do que a falar.
Ela entendeu que mãe e pai são pessoas diferentes. Eu entendi mais do que nunca o valor da família.
Ela percebeu que é um ser inteiro, separado de mim. Eu percebi que não sou mais somente uma.
Ela aprendeu a pedir. Eu aprendi a ceder.
Ela anda testando suas birras. Eu ando testando minha calma.
Ela está quase se equilibrando em pé. Eu estou quase equilibrando vida pessoal e profissional.
Ela está descobrindo novos sabores. Eu estou redescobrindo minha verdadeira essência.
Ela aprendeu a enxergar o mundo. Eu aprendi a enxergar o mundo com outros olhos.
...

A maternidade me possibilitou exercer o maior e mais verdadeiro papel na minha vida.
Antes de me tornar mãe, tinha assumido muitos papeis, mas nenhum com tanta essência e profundidade.
Ser mãe é complexo demais, grandioso demais, dadivoso demais, pleno demais, conflituoso demais, natural demais.
É um desafio diário, constante. Uma responsabilidade sem tamanho.
Uma aventura deliciosa.
Que transformação de impacto vivencia a mulher ao virar mãe!
Gerar uma vida é algo inexplicável. É a força da natureza no seu corpo.
É a grandiosidade do feminino, da mãe Terra.
Impossível ser mãe, sem ser natural.

....

Nosso dia de 1 ano, da Laura e meu, foi muito muito especial. Começou com um piquenique no parque, e terminou com um bolinho simbólico em casa. Ainda vai ter uma festa maior, mas o especial foi hoje. Uma boa noite a todas.  

16 de agosto de 2011

Há 1 ano...

Há exatamente 1 ano eu estava me deitando para dormir, como estou fazendo agora, com a diferença de 41 semanas e 1 dia de gravidez, estado no qual nAo me encontro agora. Aquele 16 de agosto de 2010 me marcou por ter sido o dia da ultima consulta medica e da conclusão de que o agendamento da cesárea era mais q necessario. Naquela consulta vi meu sonho de parto normal ir embora. Esperei ate os 45 do segundo tempo, mas a Laura nAo dava sinais de que o nascimento se aproximava. Fui pra casa frustrada, pq se tinha uma coisa que eu nAo queria era aquela coisa de cesárea marcada, de ir dormir numa noite pensando, bom, amanha eu acordo e vou ter um filho. Eu queria uma manifestação natural! Queria uma sintonia entre a Laura e meu corpo, anunciando a chegada dela. NAo queria jamais ter que escolher a data de nascimento dela! Porém, naquela consulta, tive que passar por cima disto tudo e escolher o dia 19 de agosto pra ela nascer. Qual o que? Eu sou taurina, sou teimosa e determinada. Há exatamente 1 ano fui me deitar e fiz todos os pensamentos positivos existentes dentro de mim e da minha barriga enorme. Deitei e pedi muito para a Laura nascer quando bem quisesse, pois eu estava pronta. Se restava alguma duvida pra ela, que nAo restasse mais. MAmae estava preparada pra chegada dela. E nAo eh que ela me ouviu? Meia hora depois, a bolsa rompeu. Dez horas depois, a Laura nasceu. Foi de cesárea, mas quando ela bem quis. Foi uma prova de que nosso desejo tem uma forca enorme. O resto da história vc pode conferir em um dos primeiros PostS deste blog.

O útil e o fútil do enxoval - 3a e última parte

E agora vamos aos itens pequenos, as roupinhas, fraldinhas, mantinhas, meinhas, aquelas que coisas que a gente compra por impulso mesmo e quando percebe, lotou a gaveta!

Antes, eu só queria registrar a utilidade de outro item grande: o cercadinho. Comprei quando a Laura tinha 6 meses, uso até hoje e ainda usarei por pelo menos uns 4 meses, acho. É a salvação para momentos em que vc está sozinha e precisa ir ao banheiro, fazer o café, lavar louça, cozinhar, tomar banho, se trocar. Principalmente nos finais de semana, quando eu não tenho empregada, é uma maravilha. Eu comprei o modelo playground, da burigotto (será que eu gosto desta marca???). Podem falar que não é lá muito pedagógico e tal, mas tem horas que o corre corre diário coloca a pedagogia no chinelo! E a intenção não é largar o bebê horas a fio no cercadinho. No máximo a Laura fica uns 40 min/1 h, de manhã, logo depois de acordar e mamar, quando então a mamãe aqui vai tomar seu café da manhã, e no final do dia. Tb. funciona muito quando a gente chega de viagem e tem que descarregar todas as malas. Coloco ela lá, e ela mata as saudades dos brinquedos enquanto eu coloco a casa em ordem. E vou te falar, a Laura adora aquele espacinho só dela.

Roupas: bom, primeira dica, nada de comprar muitas  peças RN, pois o baby irá perde-las rápido. Compre apenas os conjuntos de maternidade neste tamanho, e mais uns 3 bodies. A Laura nasceu grande, com 3,700 kg, e até que eu usei este tamanho por uns 2 meses. Também não se empolgue nos conjuntos de maternidade, pois eles são super lindos, graciosos, mas nada práticos de vestir no bebê (principalmente aqueles bodies com golas), e, acredite, nos primeiros 3 meses vc vai passar a maior parte do tempo trocando a roupa dele, pois haja cocô mole e golfos de leite! As maternidades pedem 6 conjuntos na lista. Escolha 3 de linha, arrumadinhos, e compre os outros de malha ou plush, mais práticos de vestir e mais confortáveis para os recém nascidos. Assim vc os aproveita depois em casa, pq. os de linha vc nunca mais vai vestir nele! E nao se esqueça que vc precisará de bodies e calças de algodão (Tip Top são os melhores)  para colocar por baixo. Bom, claro q vc já sabe disso: bodies são fundamentais. Eu comprei 3 tamanho RN e 4 tamanho P, e ganhei muitos outros. O que o bebê mais vai usar em casa são esses bodies e calças de malha, bem faceis de tirar na hora de trocar a fralda. Recomendo 10 bodies no início, pq. se lava todo santo dia! E não economize na malha, tem que ser 100% algodão. Se seu bebê nascer no inverno, como a minha, os macaquinhos de plush são os melhores, pois esquentam bem, até para dormir. Ah, e na hora de dormir, nada de super aquecer seu filhote: isto é perigoso! A dica é colocar sempre uma peça a mais do que vc está vestindo. Eles não sentem muito mais frio do que nós. Um gorrinho de algodão para colocar após o banho ajuda a manter a cabeça aquecida, mas tire quando ele for dormir, para evitar riscos de sufocamento. Os bebês novinhos levam tudo à boca e ao nariz e não conseguem tirar da cara, por isto, esteja semrpe atenta!

Fraldas: não compre montes de fralda antes do baby nascer - não peça de chá de bebê (melhor pedir algodão, item essencial!). Vc não sabe qual fralda se ajustará melhor no corpo do bebê. Prefira pacotes pequenos e vá testando os modelos e marcas. A pampers pra mim é a melhor, principalmente a noturna diurna, que aguenta mais o xixi durante a noite.

Fraldas de pano: essas sim, pode comprar e pedir de presente. São aquelas fraldas macias da Cremer, em tamanho médio, que vc usa no ombro, e as toalhas, tamanho grande, que vc usa para secar o bebê após os banhos. São bem macias, não machucam a pele fininha dos pequenos. Aí vc usa a toaolha comum, de capuz, por cima, para carregar o bebê quando tira da banheira e para forrar o trocador para seca-lo e vesti-lo. Eu acho que comprei 6 toalhas de fralda, e 6 fraldinhas médias. Também comprei umas 6 pequenas, aquelas de ombro, que são úteis na amamentação, pois o bebê baba muito. Vc tb. vai usa-las para as visitas segurarem o bebê. E usou, lavou. Por isto é bom ter várias.

Sapatos: esqueça! Até o bebê começar a andar, são desnecessários. Só servem mesmo para tirar aquelas fotos fofas e nada mais. Invista nas meinhas, para deixar os pezinhos aquecidos e protegidos.

Mantas: a Laura nasceu no inverno e ganhou um monte de matas, de berço e de carrinho. No fim, foi bom, pq. eu podia lavar com frequencia que se demorasse para secar, tinha mais nas gavetas. Acho que 3 mantas de carrinho, e pro berço 1 cobertor quente, 1 edredon de algodão e uma manta de linha, estão ótimos.

Lençois: 3 jogos para o berço são suficientes. Os de carrinho são totalmente dispensáveis. Falando nisso, eu sempre vejo bebês em carrinhos forrados com edredons super fofos e quentes! Gente, o melhor para o bebê são estruturas firmes. Isso pq. de mole já basta o corpo dele. Só comecei a passear de carrinho quando a Laura tinha 2 meses, não era mais tão molenga, mas ainda não sustentava a cabeça. A melhor coisa foi deita-la direto no carrinho, que é firme, acomodando melhor o bebê. Sem falar que fica mais fresco, e é menos um item para juntar pó e lavar.

Gente, eu não sei se as minhas dicas ajudaram ou confundiram mais. Eu quis mesmo deixar registrado como foi com a Laura, o que achei necessário e o que foi totalmente desnecessário. Quem quiser tirar mais dúvidas, indico o site brasil.babycenter.com, lá tem todo tipo de informação, revisadas por médicos e especialistas nos assuntos.

boa sorte às futuras mamães!

O útil e o fútil do enxoval - parte 2

Continuando o post anterior sobre a avaliação do enxoval um ano depois:

Banheira: antes de comprar, avalie o espaço do seu banheiro para escolher uma de tamanho adequado. A burigotto tem dois tamanhos e eu comprei a menor de comprimento, justamente para caber no banheiro, que eh pequeno. Inclusive esta eh mais higiênica, pq. Vc consegue tirar o acolchoado do trocador para lavar. O da maior eh fixo, não sai. A banheira eh um trambolho, mas necessaria. Quem nao dispoe de um banheiro no qual possa deixar a banheira montada o dia todo, como eu, sofre um pouco nessa coisade monta e desmonta, abre e fecha, leva pro banheiro, leva pro quarto. Por isto, ateh os seis meses, eu dava banho no quarto da laura e assim a banheira ficava o dia todo lá. Depois que ela começou a molhar tudo em volta durante o banho, eu passei a usar o banheiro. E ainda hoje uso o trocador da banheira ao invés da cômoda. Como falei, acho mais higiênico, fácil de limpar e sem risco dela cair ou derrubar o que fica em cima da cômoda. o único porém dessas banheiras eh a altura delas, q eu acho um pouco baixa, desconfortável principalmente nos primeiros meses, quando o bebe eh molinho e vc tem q se curvar toda para dar banho. Quem tiver umA boa bancada de banheiro, pode colocar a banheira em cima. Aí, fica perfeito.
Carrinho: eu não pesquisei muito este item, pq. Ganhei de uma amigona um semi novo, o modelo trevi, da chicco. Ele eh ótimo, simples e fácil de abrir e fechar, tem rodas grandes, o que eh fundamental em sp, tendo em vista que as calcadas sao desniveladas, esburacadas, o que fazem do seu passeio com o bebe um verdadeiro rali. A idade recomendada para esse carrinho eh
a partir de 6 meses, mas eu usei já a partir dos 2 meses e não teve problema algum. Quem puder investir, vale a pena pesquisar aqueles modelos em que o bebe conforto se encaixa dentro, pois me parece bem pratico. legal também testar na loja a altura do carrinho, pra ver se vc fica numa posição confortável ao empurrar. No meu caso, as alças poderiam ser um pouco mais altas. Outra coisa, o carrinho tem que ser leve, pra vc conseguir enfiar sozinha no porta malas. E,
claro, quem for pra Miami, fará uma bela economia, pq. Os carrinhos aqui no Brasil sao muito caros.

CadeirAo: eu investi num modelo da burigotto de bandejas sobrepostas e recline do encosto. A bandeja sobreposta funciona bem, pq. Na hora de dar a sobremesa eu tiro a parte de cima da
bandeja, que sempre fica toda suja, e dou com a de baixo limpinha, não sendo necessario limpar na hora em que ela esta comendo. Mas o encosto reclinavel eh besteira, afinal, quem eh que vai largar o bebe dormindo no cadeirão? Ate teve uma vez que a Laura dormiu logo depois de comer, mas eu não deixei ela lá, rs. outra opção sao aquelas cadeirinhas que se fixam na parte de cima e de baixo da mesa, ocupa bem menos espaço e vc pode levar para viagens e restaurantes. Confesso que fiquei meio receosa da Laura cair dela, rs, mas recentemente usei em um restaurante e vi que eh segura. Mas mesmo assim, achei o cadeirao tradicional uma opção melhor, por questões de segurança e ateh esmo de proporcionar o lugar exclusivo pro bebe comer e fazer a sujeira própria do aprendizado.


Cadeirinha para carros: quando a Laura nasceu, minha Irma me emprestou a dela,recomendada ate
13 kg. Agora, com um ano, acabei de trocar por um modelo que vai ate 18 kg. Tinha a opção de um modelo ate 36 kg, mais economia, mas menos conforto para a atual fase da Laura, pq. Este modelo não reclina, eh reto, e eu conheço a dona Laura e como ela se irrita em viagens. Então, comprei o modelo que vai ateh 18 kg, mas que reclina em 4 posições e deixara a laureta dormir tranqüila nas viagens. Alem disso, o que eu comprei, da chicco, eh o único modelo que pode ser usado no assento do meio, o que especialistas recomendam, por ser mais seguro. Este modelo ela usara ateh mais ou menos 3 anos e meio. E a partir dos 4, pode-se usar apenas o assento de elevacao, nao sendo necessario comprar outra cadeirinha. Eh um modelo bom para usar desde o nascimento, eu só não comprei antes pq tinha a da minha Irma. Sobre este item, sugiro entrarem no site www.criancasegura.org.Br, pois lá eles publicaram um guia que ajuda na decisão de qual cadeirinha escolher. sao muitas opções a venda e confunde mesmo.

E amanha vamos falar das Coisas pequenas, como roupas, fraldas de pano, mantinhas, etc.

14 de agosto de 2011

O útil e o fútil no enxoval

Agora que a Laura esta completando 1 ano, fiz uma boa avaliação do que foi útil e do que foi fútil no enxoval, incluindo a fase da gravidez. E pretendo deixar tudo bem registrado aqui, para reler quando vier o segundinho:

Gravidez:

Eu odiei quase todas as roupas para gravidas q comprei. As calcas caiam de um jeito estranho no corpo e os vestidos, sempre com aquela fita na cintura, uo. Nos primeiros meses, eu usei calcas da minha mãe, um numero maior que o meu. Funcionou muito bem. Mas a partir do quinto ou sexto mês, o barrigao aponta com tudo, o quadril aumenta, o peito idem. E aí vc tem que recorrer as tais roupas para gravidas. Destas, eu não recomendo aquelas calcas com elásticos na cintura, sao muito apertados!!! Vc vai se sentir mal o dia todo. Prefira as calcas com botões internos para aumentar conforme a necessidade (iguais as de crianças). O que eu gostei foram as camisetas, essas sim, uma boa solução, pq. Sao acinturadas, não ficam largonas no corpo. Calcas que usei muito foram as de ginastica, moletom, malha, etc, tudo muito confortável. Não compre muita roupa não, pq quando o bebe nascer, vc não vai agüentar nem olhar para elas! Isso eh muito serio: da um bode dessas roupas quando o bebe nasce e vc pode
se livrar delas... Eu sugiro uma calca jeans, e umas duas calcas pra vc usar no trabalho, uma
preta e outra de tom escuro também. Para fugir das tais roupas, use como alternativas batas e
vestidos mais largos, mas não necessariamente de gravidas. Sao mais bonitas e sem aquela cara de feira de gestante.

Berço e acessórios:

Bom, o berço eh umas das escolhas mais importantes. Tem que ser certificado pelo inmetro, respeitar uma serie de itens, etc e tal. No mais, vc escolhe aquele que melhor combinar com a decoração do quarto. O da Laura eh branco, com tiras nas laterais. Hj, repensando, preferia ter comprado um de Madeira sem pintura, pq algumas partes lascaram. Não se esqueça de dar
importância tb para o colchão. Bebes sao levinhos, mas merecem dormir bem, e o ideal eh um colchao firme, mais seguro. Indico de molas, pq assim que o bebe aprender a sentar, ele vai se jogar nele com tudo, e quando ficar em pe, nem se fale.
Protetor de berço: gente, aqui a coisa vai ferver. Não há nada mais inútil do q este item! Só
serve para juntar pó e não permitir uma saudável ventilação no berço. Vcs podem ate achar
bonitinho aqueles berços montados em lojas de bebes, com protetor, edredon, almofadas mil....
Esqueçam! Na maior parte do tempo nos primeiros 12 meses, seu bebe estará dormindo no berço,
e, por questões de segurança, vc terá que tirar todas as almofadas e bichos de dentro dele,
evitando qq mínima possibilidade de sufocamento. Posso te garantir que o berço do seu filho só
estará impecável em dia de visita. Mas, voltando ao protetor, ele não protege de nada. Sabe
pq? Pq bater a cabeça no berço não machuca, não tem risco, a não ser que seu baby seja um
adolescente precoce ouvindo heavy metal. Do contrário, ele não vai se agarrar as grades e
bater a cabeça contra ela. E nem vai rolar numa velocidade altíssima dentro do berco capaz de
provocar qq lesão grave se bater a cabeça. Na verdade, ate os 3 meses, o bebe nem se mexe, só
vira a cabeça de lado. Quando começa a virar o corpo, ele vira devagar, só para um lado, e
volta. O bicho pega quando ele começa a tentar se sentar, mas Isso acontece perto dos seis
meses. Aí, ele cai toda hora, para um lado e para o outro. E sim, ele vai bater a cabeça em
alguma parte do berço, mas fique tranqüila, eh uma batida leve. A Laura ate dava risada quando
isto acontecia. Mas eu cai na besteira de comprar protetor quando esta fase começou. Usei
pouco, acho que por dois meses, pq quando ela começou a ficar em pe, queria subir no protetor.
O bom foi que eu comprei um modelo simples, barato, branco de tudo.
Bom, acho melhor falar da cômoda, banheira, trocador, cadeirão, e cadeirinha de carros em um próximo post, pra não cansar muito.
E boas compras conscientes pra todas!

7 de agosto de 2011

Um instante de saudades

Minha filha esta quase completando 1 ano. E passou rápido. Hoje, quando a ninei para dormir, passou um filme na minha cabeça com os momentos mais marcantes desses últimos 12 meses. Cai no choro com ela dormindo no meu colo. Lembrei da hora em que ela nasceu, dos primeiros dias de vida, na maternidade, da chegada em casa, da primeira atrapalhada troca de fraldas, das minhas dores na barriga ao dar banho naquele ser tão molinho, que hoje já quase anda. Lembrei das madrugadas amamentando e lutando contra o sono. Das brigas com o marido. Dos choros e da angustia. Das alegrias. Do estado apaixonada em que me vi nos primeiros meses de vida dela. Da opção por largar os compromissos profissionais para estar perto dela neste seu primeiro ano. E tive certeza de ter feito tudo certo, ao pensar que se eu pudesse, voltaria cada momento dessa fita e os viveria novamente, sem mudar uma virgula. Hj senti saudades dos dias em que eu e ela passavamos horas apenas nos olhando e nos namorando. Agora, ela luta pra sair do meu colo, querendo experimentar todos os seus novos movimentos. Mas quando sente sono e vontade de aconchego, ela sabe em que direção seguir. Amo você, filha querida.

25 de julho de 2011

Praia no inverno, bebês e vendaval

Eu adoro praia no inverno, e como no verão a Laura era ainda muito novinha, não deu para aproveitar muito a areia e o mar. Então, na semana passada fomos eu, o Cas e a Laura pra Ilhabela, testar o termômetro "garota de praia" da pequena. Na real, pegamos praia somente um dia, pq. os outros foram tomados pelo tempo feio (a gente tira férias e aprontam esta zica!). Então, no único dia de sol e céu azul, coloquei um biquini com parte de cima e tudo na Laureta, calcei chinelinho, coloquei capeuzinho, tirei um monte de fotos e fomos invadir sua praia! Sentei a pequena na areia certa de que seria paixão a primeira vista. Que nada! Bastou ela colocar a mão na areia e areia não desgrudar da mão, que ela fez uma carinha de nojo digna das mais frescas das mulheres! Uma afronta para uma mãe que adora praia e se irrita com mulheres que soltam aquela típica frase "ai, não gosto muito de praia pq. tem areia...". Ah vá? Laura, não me venha com esta! Bom, ainda bem que a cara de ECA durou pouco tempo e logo ela foi se encantando com a areia, com todo seu alcance, aquela coisa sem fim, que se espalhou por todo o corpinho dela, inclusive nariz, boca e olhos.  E aí? A água do mar tava fria pra caramba, e a da ducha idem. Não teve jeito, Laureta entrou com resfriado, tosse e areia embaixo da ducha fria e saiu dela como se estivesse em plena praia de nudismo. Confesso que neste momento a mamãe aqui sentiu um certo pudor... E depois dessa ousadia, a pequena dormiu largada no carrinho como se este fosse uma rede em Morro de São Paulo. E até então, a mamãe aqui não tinha tido um minuto sequer de praia, daquele jeito que eu tanto gosto. Pronto, este era o momento! Mas o que aprontaram dessa vez? Um vento surrrr daqueles de derrubar tudo o que estiver em pé. Sem brincadeira, do nada começou um baita vendaval, todo mundo correndo pra fechar os guarda-sóis; eu correndo pra tirar a Laura do carrinho antes que algum a atingisse, e depois correndo a esmo com ela no colo, sem preparo nenhum do que fazer e pra onde ir. Tudo voava ao meu redor: folhas, cangas, copos, affff. Consegui um abrigo no bar-quiosque e lá fiquei, até o tsunami paraguaio passar. E depois dessa percebi que minhas neuroses com a saúde da Laura quando bate um ventinho viraram pó. Ou melhor, areia.